Em retrospecto, houveram sinais. Fui só eu que não soube decifrá-los.
O garoto na padaria. As pessoas no parque. A conversa no café. O cochicho no auditório.
Todas as coisas que culminaram em um único momento. Ou em 15.
Olhando para trás, consigo ver tudo que não notei na hora. Enxergar os defeitos, os acertos, tudo que eu mudaria e tudo que deixei passar.
Mas de nada adianta olhar para trás e viver martelando algo que já foi.
Não adianta chorar pelo leite derramado. Ou pelo emprego perdido.
E nós dois sabemos que eu detesto chorar.
segunda-feira, março 10, 2008
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