quarta-feira, outubro 19, 2005

(...so i walk on and listen to the cd)

Cds são como livros - pelo menos pra mim. Cada um conta uma história diferente. Remete à lembranças das mais diversas. Como amante da música e, conseqüentemente dos cds, tenho o costume de colecioná-los.

Tem aquele cd que emprestei e nunca devolvi. Aquele que ganhei da tia - meu primeiro cd. Tem também aquele que é produto de um namoro horrível - embora só pelo cd tenha valido a pena.

Ultimamente agrupam-se à pilha de originais os da Maxwell e aqueles "Made In Paragua". Mas não os considero menos importantes só porque são falsificados. Cansei de comprar cd por uma só música.

Só sei que, não importa a marca ou a origem, o que mais detesto é *perder* histórias, lembranças. Perder cds. Acabei de lembrar - enquanto fuçava na minha eclética coleção - que estou com dois a menos do Blackmore's Night.

Notei também outro fato: preciso de um esquema melhor de armazenagem de recordações. Este anda muito confuso!

sexta-feira, outubro 14, 2005

(...what's the meaning of life?)




Se a esperança é a última que morre
E você acabou de voltar do funeral dela
Me ensina como viver agora?



Talvez a vida seja feita de lições. Talvez haja um grande significado para tudo isto. Mas talvez, só talvez, você só consiga viver com esperança.

Esperança em um mundo melhor. Esperança de que, um dia, as coisas vão mudar. Esperança que a fase ruim passe logo.

Dizem que a esperança é como as sogras, a última que morre.
Bem, digamos que reabri a caixa de Pandora e a Esperança, a última das virtudes, saiu pelo mundo e me deixou aqui, com a "caixa" vazia.

Qual o sentido da vida? Pra que servem as lições?
Gostaria de pensar que existe mesmo um sentido. E que toda fase tem seu motivo.
No momento só consigo lembrar que existem pessoas que dependem de mim. Não de forma vital e muito menos financeiramente. Mas dependem de uma forma tão mais complicada que às vezes o peso da dependência é muito grande - e meus ombros estão cansados.

Tais pessoas não pedem muito, só um sorriso no meu rosto, minhas palhaçadas características, as piadas infames...
Sinto muito, pessoas. Hoje não dá. Não deu. Já foi!

Amanhã a gente dá um reset no meu humor e espera que eu consiga, pelo menos, fingir melhor e não demonstrar todos os conflitos da minha mente.
Amanhã é um outro dia. É fato. Não precisa ter esperança pra saber disso.

PS: Se você acha que pode resolver meus problemas, não pode. Se você achou o post deprê, vai se f... . O blog é meu, os pensamentos também. Já cansei de chorar e só me resta escrever.

[Note to self: com *CERTEZA* vou me arrepender deste post. Deixa só meu lado "feliz" e "forte" ler isso!]

quinta-feira, outubro 13, 2005

(...don't you just love BONSAIS?)

1984. Karate Kid I. Sr. Miagui. Daniel San.
Lógico que eu tinha acabado de nascer e nem vi o filme, mas repetiu tanto nas Sessões da Tarde enquanto eu crescia que a história do menino ocidental que aprende um pouco da cultura de seu mestre, um oriental, tá guardada na memória.

(BONSAI. Do japonês bon = bandeja e sai = planta, sua tradução literal é "plantado numa bandeja". )

O tempo passou, muitos filmes depois, me pego pensando sobre os conselhos de um psiquiatra à Sandra Bullock naquele filme 28 dias. Ele dizia algo como: primeiro tente ter uma planta, depois um cachorro. Quando conseguir cuidar dos dois por um período maior do que dois anos, você pode tentar um relacionamento. É uma citação besta, mas achei bem verdadeira. Foi dai que surgiu a frase do meu perfil.

É, eu já matei dois bonsais e alguns milhares de relacionamentos.
Mas não é esse o motivo do post.

O que eu nunca esperei com a tal frase foi encontrar alguém que a levasse tão à sério a ponto de...
...me dar um bonsai!

Foi uma ação tão digna de mim mesma que me deixou de queixo caído.
Ponto 1 para você, Mister!


Eis aqui o bonsai.





quarta-feira, outubro 12, 2005

(...i found a way to make you smile)

Ontem, e não hoje, uma moça pagou minha passagem de ônibus. Do nada. Sem sentido. Sem por quê.
Simplesmente levantou-se de seu banco e disse: vamos, passe na minha frente, eu pago sua passagem. E eu fiquei sem entender nada.

Depois peguei o outro ônibus com o sujeito que derrubou um Clorets - novinho - em cima do meu tênis outro dia.

À tarde, a menina com quem trabalho ganhou um rocambole. Parece que a mãe de um funcionário a ouviu dizer que fazia aniversário junto com o moço e, dois meses depois, eis que chega o "bolo".

Às vezes, mas só às vezes, as pessoas me surpreendem de uma forma boa. Quem dera todo dia fosse assim, cheio de ações altruístas.
O mundo estaria bem melhor, com certeza.


Já ia me esquecendo. Feliz dia das Crianças.
*Porque ser criança é nunca deixar de acreditar num mundo melhor!

sexta-feira, outubro 07, 2005

(...i beg your pardon)

I never promised you a rose garden.


Propaganda reversa. Covardia. Insegurança.
Podemos listar 'aKI(M)' uma série de defeitos, mas nenhum deles completaria a "figura" sozinho.

_Antipática/_Rude/_Avoada/_Distraída mesmo/_Grossa/_Dona de um humor negro horrível/_Adora fazer piadas infames, das quais só ela ri/_Insegura/_Criança/_Sempre atrasada/_Mimada/_Ciumenta/_Possessiva/_Vive dando os canos nos amigos ou recusando convites para sair só para ficar no conforto de seu lar/_Egoísta/_Emburra com a mesma facilidade com a qual sorri/_Descoordenada/_Não revela muito sobre si, a menos que seja questionada a respeito/_Bagunceira/_Desorganizada/_Detesta maquiagem, calças justas ou blusas com decote/_Gosta de se vestir confortavelmente, por isso você vai encontrá-la sempre de tênis e calças largas/_Só funciona sob pressão/_Vive no mundo da Lua, acredita em contos de fada, mas sempre se apaixona pelo cara errado, que no fim só a faz sofrer/_Não cozinha/_Não aceita elogios com facilidade/_Não acha possível que alguém a ame quando essa pessoa só a conhece há 15 minutos.


De todos os seus defeitos, talvez o maior seja a necessidade de provar os outros errados. Provar que quem julga pela capa, acaba perdendo um bom livro. Quem julga pela aparência, vestimentas ou primeiras atitudes, perde um bom amigo.

As vantagens de quem supera o "desafio"? Ask to my friends, they can tell ya!


PS: Era pra sair um post fofinho sobre um 'presente' que ganhei hoje, mas meu humor - e o sono - não deixaram. Fica pra próxima!

domingo, outubro 02, 2005

(...bad boys, bad boys, whatcha gonna do?)

Whatcha gonna do
When they come for you?


Com este papo todo de Referendo, de proibição de venda de armas, alguns conflitos surgiram na minha cabeça. (Mais conflitos?!! É, não existe MESMO limite para uma mente complicada).

Mas voltando às armas, se proibirmos as de fogo, deveremos também proibir as palavras? Porque arma de fogo fere o corpo, palavra machuca a alma. Qual a pior dor? Qual mata mais rápido?

Não creio, do alto das minhas duas décadas (e alguns muitos dias) de vida, que os crimes passionais diminuirão sem os revólveres e pistolas. Ainda haverão facas, machados, martelos, vasos de planta, rolos de macarrão e o que quer que esteja ao alcance de uma mente cheia de raiva.

Qual, então, será a solução para o problema? Será que você acredita tanto na segurança pública a ponto de abrir mão de um direito de escolha?

Quanto às outras armas, menos tangíveis, mas letais do mesmo jeito, só nos resta esperar que as pessoas tenham consciência o suficiente para saber que palavras mal ditas causam tanto sofrimento quanto o encontro entre o mindinho do pé e o canto de um móvel.