domingo, março 30, 2008

(...i can't go for that)

No Can Do.

Vamos encarar: talvez eu não seja a mulher certa.
E talvez meus relacionamentos tenham sido todos errados.

Porque, pra ser a mulher certa, você não precisa ser perfeita.
O outro apenas tem que acreditar que você é.

Sabe aquela de vencer os medos, querer ficar junto, não te dividir com mais ninguém. Pois é assim que deveria ser.

É assim que vai ser.
Dessa vez não vou me contentar com menos.

Portanto, caro blog, prepare-se para um tempo só nosso.
Eu e você, você e eu.
Até encontrarmos o cara que vai nos fazer deixar tudo de lado.

quinta-feira, março 27, 2008

(...if i kiss you where it's sore)

Will you feel better
Better, better
Will you feel anything
At all?


Vou? Ou não vou?
Pulo de cabeça? Ou me preservo?

Ah, mas o amor é um risco.
HA! Right.

quarta-feira, março 26, 2008

(...i don't love anyone)

If there's one thing that I learned when I was a child
It's to take a hiding


Olha, Coração, é absolutamente rídiculo dizer que está com saudades. É um absurdo, depois do escarcéu que aprontou. Ele não liga pra você. Talvez tu nem gostes dele.

- Mas, mas, mas...é que...
- Chega, né? Chega de ser ingênuo, de ser otário. Chega de acreditar nas ilusões que você mesmo cria. Sou eu, o Cérebro, o responsável pelas idéias. Quem foi que deixou você pensar em amar? Volta pro seu cantinho, se esconde atrás das costelas. Porque você, Coração, não presta mesmo é pra nada (a não ser pra nos fazer sofrer. e isso, eu não posso permitir).




"Frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar."
(caio f.)

terça-feira, março 25, 2008

(...rafinha, seu banana)

Não aguento mais ouvir sobre o BBB8.
E dessa vez nem é por causa do programa.

(...ou isso, ou aquilo: um fragmento de vida)

Me deseja uma coisa bem bonita.
Deseja que eu veja a luz no fim do túnel.
Um caminho, uma estrada.
Um esboço do que pode ser o futuro.

Porque, pra ser bem sincera, tá difícil acordar todo dia.
Tá difícil parar de chorar.
É, eu sei. Isso passa.

Mas ainda assim preciso do caminho.
De algo pra fazer, outras coisas em que pensar.

Por isso, me deseja uma coisa bem bonita
Que eu desejo que ela aconteça.

segunda-feira, março 24, 2008

(...if you are going through hell, keep going)

- e existirá, um dia, alguem que mereça?
- não.
- então pra que todo o esforço?





"Tô exausto de construir e demolir fantasias. Não quero me encantar com ninguém."
(caio f.)

(...bye)

Com toda a calma do mundo,
limpa com os dedos
botão por botão do velho teclado.
Sem ordem, sem sentido.

Esfrega,
como se lavasse os pensamentos.
Expurga;
a sujeira se vai e ficam só as coisas boas.

Esfrega, expurga, lava, limpa.


Mas algumas manchas simplesmente se recusam a sair.
Manchas do Tempo.

(...pensamentos no chuveiro)

No rosto, os sulcos
Na memória, risos, choros

E rostos.

(...para um tempo perdido)

Já não tenho mais 20 anos.
Já não tenho a tez tão firme, o coração tão forte.
Não tenho mais os mesmos sonhos - e que sonhos eram?

Não tenho mais a mesma memória.
Vez em quando me esqueço das coisas.
A panela no fogo, o cartão do banco em casa.
A entrada no seguro desemprego.

São tantas coisas que não me preocupavam aos 18, aos 20, aos 22.
Tantas pequenas coisas que só me preocupam agora.
E que serão mesquinharias no futuro.

Aos 40, não terei mais 24.
E quem se importa, senão o Tempo e eu?

(...love is a losing game)

Vai passar, tu sabes que vai passar.
Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está ai, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada "impulso vital".

Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te supreenderás pensando algo como "estou contente outra vez". Ou simplesmente "continuo", porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como "sempre" ou "nunca".

Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicidio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não.

Contidamente, continuamos.

E substituimos expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar". Esse é o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.

Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais.
Fumarás muito, também, e talvez até mesmo te permitas tomar alguns desses comprimidos para disfarçar a dor.

Claro que no começo, pouco depois de acordar, olhando à tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabes se na garganta ou no peito ou na mente - e não importa - essa coisa que chamarás com cuidado, de "uma ausência".

E haverá momentos em que esse osso duro se transformará numa espécie de coroa de arame farpado sobre tua cabeça, em garras, ratoeira e tenazes no teu coração.

Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer. E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.

Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar.

Então fingirás - aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na largatixa, regenerando sua própria cauda cortada.

Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça.Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás, no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para a casa de teus avós ou teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer (e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa.

Já não é tempo de desesperos.
Refreias quase seguro as vontades impossíveis. Depois repetes, muitas vezes, como quem masca, ruminas uma frase escrita faz algum tempo. Qualquer coisa assim:
- ... mastiga a ameixa frouxa. Mastiga , mastiga, mastiga: inventa o gosto insípido na boca seca ...

(Caio F. - Vai Passar)

domingo, março 23, 2008

(...anathema)

but she knows she has a curse on her,
a curse she cannot win.
for if someone gets too close to her,
the pins stick farther in.
(Tim Burton - Voodoo Girl)


you're aching
you're breaking
and i can see the pain in your eyes
since everybody's changing and i don't feel right.
(keane)

quinta-feira, março 20, 2008

(...if you want to call me baby)

just go ahead now.
and if you like to tell me maybe
just go ahead now.
and if you wanna buy me flowers
just go ahead now.

he gave me a rose. and i gave him a little piece of my mind.
it's been this way for almost two weeks. and life's good on this side of the planet.

segunda-feira, março 10, 2008

(...it's time to forgive the winter)

Em retrospecto, houveram sinais. Fui só eu que não soube decifrá-los.
O garoto na padaria. As pessoas no parque. A conversa no café. O cochicho no auditório.

Todas as coisas que culminaram em um único momento. Ou em 15.

Olhando para trás, consigo ver tudo que não notei na hora. Enxergar os defeitos, os acertos, tudo que eu mudaria e tudo que deixei passar.

Mas de nada adianta olhar para trás e viver martelando algo que já foi.
Não adianta chorar pelo leite derramado. Ou pelo emprego perdido.

E nós dois sabemos que eu detesto chorar.

(...não fosse isso. e era tanto)

Sorte de hoje: Se seus desejos não forem extravagantes, eles serão realizados.


Só falta a velhice confortável com riqueza material amanhã.

(...yesterday you told me about the blue blue sky)

De repente, todas as luzes se apagam. Na rua, um ou outro carro passa. A casa dorme. E só a luz do monitor ilumina a janela do jardim.

De repente, e não mais do que de repente, ouço um barulho estranho. Mosquito? Mosca? Besouro? Mariposa?

Quem será que veio me fazer companhia a essa hora?

E é então que me espanto: uma joaninha vaquinha.
Pensei que elas fossem fruto da minha imaginação de criança.



E a joaninha, atraída pelo monitor, passeia por cima do texto, sem saber que escrevo sobre ela.

domingo, março 09, 2008

(...pra terminar)

O Google tem todas as respostas do mundo. E só sendo o Google para ter o poder da clarividência. Vejamos alguns exemplos:


Quinta-Feira

Fui demitida. E agora?

Sorte de hoje: Você será o próximo a ser promovido na sua empresa.

Sexta-feira

Ah, meu Deus! O que eu faço agora?

Sorte de hoje: Uma boa época para concluir tarefas inacabadas.

Sábado

Como será que está o mundo lá fora?

Sorte de hoje: Estão falando bem de você.

Domingo

[Descanso, porque o Google e eu não somos de ferro]

Sorte de hoje: Seu grande sonho é constituir família.


Então, segundo o Google, não preciso nem esquentar a cabeça. Serei promovida, falarão bem de mim e depois eu me caso e vivo como madame.

Ou não. Talvez o Google seja tão irônico quanto eu.





Gmail Quote of the day - Niels Bohr Quotes - Prediction is very difficult, especially if it's about the future.