Aventuras no Supermercado
Crystina Carolina gosta de passear em supermercados - principalmente se estiver só acompanhando suas amigas. Leonora Beatriz é uma garota que gasta quase 40 reais só em guloseimas. E é uma das amigas de Crystina.
Estavam as duas a passear pela seção de roupas - um dos "points" do mercado -, quando Carolina calculou mal o tamanho do carrinho e acertou o calcanhar de Beatriz. A garota ficou irada e saiu correndo pelo mercado, a se esconder do carrinho assassino.
Minutos depois, Carolina se esconde atrás de um guarda-chuva da Magali e decide passar pela fileira em que Bia está. Mas Beatriz a surpreende ao começar a rir do tamanho do sutiã que estava a sua frente.
Crystina Carolina, com sua mania de "tudo me cabe", resolve experimentar o sutiã de avó e o coloca na cabeça. As duas riem mais um pouco, até os empregados do mercado aparecerem na seção. Crystina rapidamente coloca o sutiã no lugar correto, digo, no corpo!, e só então o devolve à prateleira.
Satisfeitas com as brincadeiras, parece que tudo vai voltar ao normal no mercado. Até Crystina decidir que quer andar de carrinho. Leonora começa a empurrar, mas Carolina fica com medo e desiste.
Espero que da próxima vez Crystina não desista. E que os funcionários do mercado demorem um bom tempo até se darem conta da finalidade que elas deram pro carrinho.
All in all, ir ao supermercado é legal.
sábado, julho 29, 2006
(...fatos da vida: os pingos d'água)
Estou me sentindo meio Beethoven. Não o músico, o cachorro. Aquele do filme.
Não existe jeito melhor de bater o cabelo após o banho do que do modo como ele faz.
Pena que não achei uma foto para mostrar...
Não existe jeito melhor de bater o cabelo após o banho do que do modo como ele faz.
Pena que não achei uma foto para mostrar...
(...baby, eu já sabia)
Me peguei vendo uma entrevista da Marília Gabriela hoje. No programa, Sandy e Júnior.
Não sou fã dos dois e nem da Marília, mas não consegui mudar de canal. E não tinha nada a ver com controle remoto quebrado ou falta de pilhas...
A verdade é que não suporto a Marília Gabriela porque ela tem o Giane. E não ouço Sandy & Júnior porque... eles nunca tiveram música própria, nunca fizeram o meu estilo e era uma vergonha admitir que ouvia a dupla no seu grupo de amigos.
O fato é que eu cresci ouvindo os pais deles, ouvindo Zezé di Camargo & Luciano, Roberto Carlos, Chico Buarque, Caetano Veloso, Wanderléia, Rosanna, Roberta Miranda, Toquinho, Tom Jobim. O fato é que eu sou uma garota de muitas influências, de vários estilos.
E se eu não sair para comprar o novo cd da Sandy e do Júnior agora não é porque eu menospreze o trabalho deles - ou seja incapaz de reconhecer o quanto eles cresceram - é, simplesmente, porque não consigo gostar do som.
Mas oh, sei um monte de letrinha decor e salteado.
Baby eu já sabia
Que iria dar certo
Eu só queria conquistar você.
Não sou fã dos dois e nem da Marília, mas não consegui mudar de canal. E não tinha nada a ver com controle remoto quebrado ou falta de pilhas...
A verdade é que não suporto a Marília Gabriela porque ela tem o Giane. E não ouço Sandy & Júnior porque... eles nunca tiveram música própria, nunca fizeram o meu estilo e era uma vergonha admitir que ouvia a dupla no seu grupo de amigos.
O fato é que eu cresci ouvindo os pais deles, ouvindo Zezé di Camargo & Luciano, Roberto Carlos, Chico Buarque, Caetano Veloso, Wanderléia, Rosanna, Roberta Miranda, Toquinho, Tom Jobim. O fato é que eu sou uma garota de muitas influências, de vários estilos.
E se eu não sair para comprar o novo cd da Sandy e do Júnior agora não é porque eu menospreze o trabalho deles - ou seja incapaz de reconhecer o quanto eles cresceram - é, simplesmente, porque não consigo gostar do som.
Mas oh, sei um monte de letrinha decor e salteado.
Baby eu já sabia
Que iria dar certo
Eu só queria conquistar você.
quinta-feira, julho 27, 2006
(...i started looking for a warning sign)
Pernas bambas. Coração acelerado. Cabeça nas nuvens. Incapacidade de pensar em qualquer outra coisa, mesmo que minha vida - ou o meu trabalho - dependa disso.
Até parece que estou apaixonada.
A verdade é que um acidente de trânsito e a minha embreagem fritando me deixaram com a consistência da gelatina que comi hoje no café da manhã.
O motoqueiro voando, voando, voando, caindo no chão ao lado do táxi, como uma boneca de pano...
A fumaça saindo, aquele cheiro de queimado, a preocupação com o pobre do Ralado, a subida, o carro atrás, o sinal, o trânsito...
Ok! Stop!
Precisamos trabalhar.
Espero que o motoqueiro esteja vivo - e bem. E que o Ralado consiga sair do estacionamento depois, sem maiores problemas.
Até parece que estou apaixonada.
A verdade é que um acidente de trânsito e a minha embreagem fritando me deixaram com a consistência da gelatina que comi hoje no café da manhã.
O motoqueiro voando, voando, voando, caindo no chão ao lado do táxi, como uma boneca de pano...
A fumaça saindo, aquele cheiro de queimado, a preocupação com o pobre do Ralado, a subida, o carro atrás, o sinal, o trânsito...
Ok! Stop!
Precisamos trabalhar.
Espero que o motoqueiro esteja vivo - e bem. E que o Ralado consiga sair do estacionamento depois, sem maiores problemas.
terça-feira, julho 25, 2006
(...skating away on the thin ice)
Se você repetir muito uma coisa, ela acaba se tornando sua verdade, seu mantra.
Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz.
É, tá bom. Talvez nas próximas 1001 repetições - se não me internarem como insana até lá.
Auto-estima, né? Simplifique.
Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz.
É, tá bom. Talvez nas próximas 1001 repetições - se não me internarem como insana até lá.
Auto-estima, né? Simplifique.
terça-feira, julho 11, 2006
(...Deus dá o frio conforme o cobertô)
E a mão conforme o buraco do bueiro.
Antonina, domingo, nove de julho de dois mil e seis.
A maldade inata do ser inanimado estava atuando naquela madrugada. Depois do show dos Demônios da Garoa, das galinhas mortas subindo aos céus, dos agamamôus, foi a vez do celular do menino cair no bueiro.
Crystina Carolina, como toda boa heroína, resolveu que podia salvar o mundo e passou uns bons tempos tentando enfiar a mão entre os ferros do bueiro. Foi quando, de repente, sua mão entrou. Ela ficou toda orgulhosa - até descobrir que o que ela não conseguia era alcançar o celular ou mesmo retirar a mão dali.
Foram uns bons minutos - não sei precisar quantos, afinal, quem consegue em uma novela? - até que trouxeram o detergente e a água. Pobre celular, 'mas a mão da menina era mais importante'.
Depois de uns puxões, umas torcidas, umas idéias idiotas - como a de colocar fogo no ferro pra aquecer e fazer dilatar (espere, não devia ser o contrário?) -, o braço da garota saiu do buraco.
Crystina Carolina virou lenda. Mito. História pra contar - apesar do lema ser exatamente o contrário: "o que acontece em Antonina não sobe a serra, fica por lá".
Crystina é, enfim, uma garota que faz: merda.
E o celular? Foi recuperado com uma pá de lixo e uma vassoura.
Antonina, domingo, nove de julho de dois mil e seis.
A maldade inata do ser inanimado estava atuando naquela madrugada. Depois do show dos Demônios da Garoa, das galinhas mortas subindo aos céus, dos agamamôus, foi a vez do celular do menino cair no bueiro.
Crystina Carolina, como toda boa heroína, resolveu que podia salvar o mundo e passou uns bons tempos tentando enfiar a mão entre os ferros do bueiro. Foi quando, de repente, sua mão entrou. Ela ficou toda orgulhosa - até descobrir que o que ela não conseguia era alcançar o celular ou mesmo retirar a mão dali.
Foram uns bons minutos - não sei precisar quantos, afinal, quem consegue em uma novela? - até que trouxeram o detergente e a água. Pobre celular, 'mas a mão da menina era mais importante'.
Depois de uns puxões, umas torcidas, umas idéias idiotas - como a de colocar fogo no ferro pra aquecer e fazer dilatar (espere, não devia ser o contrário?) -, o braço da garota saiu do buraco.
Crystina Carolina virou lenda. Mito. História pra contar - apesar do lema ser exatamente o contrário: "o que acontece em Antonina não sobe a serra, fica por lá".
Crystina é, enfim, uma garota que faz: merda.
E o celular? Foi recuperado com uma pá de lixo e uma vassoura.
sexta-feira, julho 07, 2006
(...sad but true)

Publicidade e Propaganda virou moda. Conheço uns milhares de publicitários e mais uns trocentos que querem cursar esta habilitação de Comunicação Social.
Pudera, é um dos cursos mais diversificados no "mercado do ensino superior".
Não vou dizer que não é bacana, que não tem seus momentos divertidos. Vou só dizer que o salário não é de vinte mil, que poucos viram Nizans, Dudas, Washingtons, Eugenios e Domingos. Uma coisa é certa: esqueça o horário. Ou melhor, não esqueça do horário: do prazo da campanha, da reunião com o cliente, daquele evento que você tem que ir.
É tanto horário que faltam horas pra acumular mais bagagem cultural. E é exatamente disso que vivemos. Não é estranho? Você não tem hora pra se alimentar (literalmente em alguns dias), mas precisa do alimento pra sobreviver.
Bem, deslumbradinhos pelo mundo da Publicidade, eis aqui minha contribuição do dia. E depois não digam que eu não avisei! Propaganda é legal, mas a realidade é outra.
terça-feira, julho 04, 2006
(...sorte e azar vão me disputar)
E eu não fui capaz
De me mover
Daqui até ali
(Pato Fu)
João Anzanello Carrascoza, Carlos Domingos e Nick Horby quase caíram do banco hoje. Também, não era pra menos. Imagina um carro forte atingir a nossa lateral.
Sim, crianças. Foi um carro forte.
E o Ralado ganhou mais um amassado. Acho que não tem como acionar o seguro sem testemunhas e não deve dar pra fazer o BO depois que o cara do carro forte tirou a tinta vermelha do meu pobre Clio prata.
Primeiros acidentes - em trânsito e envolvendo outros carros - acontecem. E não passa nada pela cabeça do tipo anotar o telefone da senhora que estava no ponto de ônibus e viu tudo. Ou usar aquela máquina fotográfica que vive comigo pra tirar fotos do acidente.
Que azar ter ficado sem bateria no celular bem na hora. Que sorte ter sido só um amassado no carro.
Que azar aqueles dois pedestres à noite terem passado na minha frente. Que sorte eu ter percebido antes de ter jogado - muito - o carro em cima deles.
Que azar não ter me desesperado a ponto de ligar chorando pro meu pai na hora do tumulto. Que sorte ter mantido a calma e ter conseguido trabalhar o resto da tarde.
Sorte, azar. Azar, sorte. Podia ter sido pior. Mas também podia não ter acontecido.
De me mover
Daqui até ali
(Pato Fu)
João Anzanello Carrascoza, Carlos Domingos e Nick Horby quase caíram do banco hoje. Também, não era pra menos. Imagina um carro forte atingir a nossa lateral.
Sim, crianças. Foi um carro forte.
E o Ralado ganhou mais um amassado. Acho que não tem como acionar o seguro sem testemunhas e não deve dar pra fazer o BO depois que o cara do carro forte tirou a tinta vermelha do meu pobre Clio prata.
Primeiros acidentes - em trânsito e envolvendo outros carros - acontecem. E não passa nada pela cabeça do tipo anotar o telefone da senhora que estava no ponto de ônibus e viu tudo. Ou usar aquela máquina fotográfica que vive comigo pra tirar fotos do acidente.
Que azar ter ficado sem bateria no celular bem na hora. Que sorte ter sido só um amassado no carro.
Que azar aqueles dois pedestres à noite terem passado na minha frente. Que sorte eu ter percebido antes de ter jogado - muito - o carro em cima deles.
Que azar não ter me desesperado a ponto de ligar chorando pro meu pai na hora do tumulto. Que sorte ter mantido a calma e ter conseguido trabalhar o resto da tarde.
Sorte, azar. Azar, sorte. Podia ter sido pior. Mas também podia não ter acontecido.
domingo, julho 02, 2006
(...live for the right things. be with the right ones)
A vida não tem fórmula, não tem solução pronta, só tem razões que a gente desconhece.
Um time com todos os craques do mundo não passa das quartas de final. Uma amizade de anos não supera aquela identificação com uma pessoa que você conheceu há alguns meses. A proximidade com uns e o afastamento de outros não tem motivo maior do que simplesmente o ciclo da vida.
Nada faz muito sentido, se analisado separadamente.
Mas que graça teria a vida se fosse feita de fórmulas? Que graça teria saber a resposta de qualquer problema antecipadamente? Qual a graça dos relacionamentos iguais e do Brasil sempre campeão?
A graça de tudo está nas surpresas. Algumas desagradáveis, como a de hoje. E algumas muito legais, como aquela pessoa com quem você não se cansa de falar, mesmo que vocês conversem todo dia.
Gosto de surpresas. Mas sofro de ansiedade, de curiosidade. E não sou lá muito fã de imprevistos...
De mais em mais, só nos resta dar tempo ao tempo, observar o ciclo da vida e esperar pela próxima Copa.
Um time com todos os craques do mundo não passa das quartas de final. Uma amizade de anos não supera aquela identificação com uma pessoa que você conheceu há alguns meses. A proximidade com uns e o afastamento de outros não tem motivo maior do que simplesmente o ciclo da vida.
Nada faz muito sentido, se analisado separadamente.
Mas que graça teria a vida se fosse feita de fórmulas? Que graça teria saber a resposta de qualquer problema antecipadamente? Qual a graça dos relacionamentos iguais e do Brasil sempre campeão?
A graça de tudo está nas surpresas. Algumas desagradáveis, como a de hoje. E algumas muito legais, como aquela pessoa com quem você não se cansa de falar, mesmo que vocês conversem todo dia.
Gosto de surpresas. Mas sofro de ansiedade, de curiosidade. E não sou lá muito fã de imprevistos...
De mais em mais, só nos resta dar tempo ao tempo, observar o ciclo da vida e esperar pela próxima Copa.
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