quarta-feira, dezembro 13, 2006

(...and you don't seem to understand)

Existe um vazio aqui dentro.
E dessa vez não é o meu estômago.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

(...mas é ciúme, ciúme de você)

O ciúme é uma coisa bo(b)a.
Você pode gostar de uma pessoa e mesmo assim sentir ciúmes dela.
Pode achar alguém legal e ainda assim desejar que essa pessoa nunca tivesse nascido.

O ciúme é uma coisa boba, mesmo.
Te faz agir de maneira irracional. Rouba muito do seu tempo.
Cria situações desconfortáveis.

Como garota ciumenta e possessiva posso afirmar que já tive muitas crises de ciúme. Mas como discípula da doutrina do "Não Demonstre" posso dizer que o máximo que me aconteceu foi 'emburrar', como dizia uma amiga minha.

Eu nunca fiquei doente por ciúme. Nunca tentei chamar atenção por causa disso.
Não que eu me lembre.

E no momento eu não sinto nenhum pouco de ciúme dos amores da minha vida.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

(...gosto de ver você dormir)

Feito criança, com a boca aberta.


Querido blog,

Ele já fez uma semana. E a 'babação' continua a mesma.
Tenho me esforçado bastante para não mimá-lo demais, para não acostumá-lo no colo. E para deixar os pais cuidarem dele sozinhos.

Mas ah, blog. É tão legal vê-lo sorrir.
É tão...emocionante.

Até mesmo quando eu caio na palhaçada de colocar o dedo na fralda pra ver se está suja e sai tudo lambuzado. Até mesmo quando ele tem refluxo.

É muito divertido vê-lo crescer.
Acompanhar as caretas diárias, tirar foto de cada façanha que ele apronta.

É, eu sou uma babona. Eu sei.
Mas como já dizia o John Lennon, I'm not the only one.


Vem cá, meu bem
Que é bom te ver
O mundo anda tão complicado
E hoje eu quero fazer tu-do por vo-cê.

(...don't judge me so harsh little girl)

You got a playboy mommy.



Durante séculos a única função das mulheres era ficar em casa e cuidar dos afazeres diários. Satisfazer o marido, criar as crianças, se virar sozinhas.

Então veio a revolução feminista.
Nosso sexo foi para as ruas, ganhou mercado, batalhou para conquistar seu espaço.
Não que a luta tenha terminado. Ainda existem muitas desigualdades. Mas o mundo é assim, não é? Nada é perfeito.

Durante muito tempo as mães eram responsáveis pela criação dos filhos. Pelo menos foi assim com a minha. E com a mãe da minha. E acho que com a mãe da mãe da mãe da minha também...

Mas os tempos mudaram. Hoje não basta ser a Mãe de Ouro. Você também tem que ser a Profissional do Ano, a Melhor Amiga, a Filha Presente, a Esposa Ideal. O estresse parece ser bem maior. E a pressão também. Principalmente se você for uma perfeccionista e queira dar o seu melhor em tudo...

Ainda bem que a mãe não sou eu - por enquanto. E que eu descolei aqueles frilas. Ainda bem que eu posso ficar em casa e mimar meu sobrinho. E ficar acordada, correndo pela casa a cada ameaça de escândalo porque a chupeta caiu.

Ainda bem que eu não tenho que escolher entre exercer meu papel biológico ou cumprir minha função social de mulher independente. Sorte minha que eu não tenho escolha! Só me resta a profissão :)

quinta-feira, novembro 30, 2006

(...he was born in november)

And he smiles the secret smile
Because he knows exactly how
To carry on
So run baby run baby run baby run
Baby run

My baby loves to run.

Ok. Ele nasceu.
Finalmente, não aguentava mais.
Ele é lindo. Realmente lindo.
É a coisa mais fofa que pode existir.


Nem preciso dizer que já estou babando, não é?

Seja bem vindo ao mundo, Pequeno Príncipe.
(ou nem tão pequeno assim! são 52 cm e 3460kg de pura fofura).

sábado, novembro 25, 2006

(...i'm just a boy with a new haircut)

Então, nem sempre as coisas saem como o planejado.
Às vezes a gente ganha. Às vezes a gente perde.

E hoje foi meu dia de perder.
Uns 4 dedos, pelo menos.

Se considerarmos que meu cabelo não estava comprido, quatro dedos são muito.

Great. Awesome. Lovely.
Vou passar uns dois meses usando maquiagem, decote e cor de rosa.
Assim ninguém me confunde com um menino ;)


[Note to self: Vamos parar por aqui, ok? Ou o próximo passo é mesmo a máquina zero que você tanto enche o saco do cabelereiro pra fazer]

quarta-feira, novembro 22, 2006

(...love, emotion, feeling, devotion)

Don't be afraid to be weak
Don't be too proud to be strong
Just look into your heart my friend
That will be the return to yourself
The return to innocence.

If you want, then start to laugh
If you must, then start to cry
Be yourself don't hide
Just believe in destiny.



Fora a mão pra apertar, a ajuda na respiração, o apoio enquanto ela vomita em cima de tudo, a atenção no cronômetro entre cada contração, o que mais se pode fazer?

Carro pronto, família preparada. Mas é mesmo hora do Mateus nascer?

Compromissos desmarcados. Atenção 're-focada'.

- Vamos já ou posso vestir meu pijama?

É, as coisas parecem mesmo que vão demorar.
Os intervalos entre contrações são muito grandes.

Vai ser uma longaaaaaaaaaaaa noite.
Vigilia de novo. Mas dessa vez é por um ótimo motivo.

(...all's [not so] quiet on the eastern front)

Elas estavam brincando, como sempre acontece.
Não importa se são 20h da noite ou 02h da manhã, elas sempre riem e falam daquele jeito.
Acendem as luzes, andam pela casa, contam piadinhas.
Deve ser por isso que toda porta é fechada no lugar onde vivem.

Mas essa noite a mais nova estava com refluxo - reflexo do avanço da gravidez. E a mais velha se dispos a pegar um balde, caso a irmã resolvesse passar mal. Entre a sala e o longo caminho até a lavanderia, elas ouviram o cachorro latir.

"Você viu? Ela está latindo".
"É, tá. Vamos lá embaixo agora?" - respondeu a mais velha - "Quero fazer xixi".
"Não, espera. Vamos ali ver".

Curiosa como só ela, a mais nova convenceu a mais velha a ir até a janela da sala.
O que as duas não esperavam era pegar o gatuno subindo na janela do sobrado da vizinha.

"Chama o pai. Rápido!" - disse a pequena.

"PAI! TEM LADRÃO NA CASA DA VIZINHA!".

Então, o pai das garotas e o marido da mais nova se juntam à "Balada da Vigia".
Os ladrões fugiram. E ameaçaram voltar depois.
Foi ai que a gente chamou a polícia.
Ela veio, não achou ninguém. Mas ficou conversando com a família inteira no jardim.

Os meninos foram dormir.
As meninas resolveram continuar a "Balada".

"Até quando a gente vai ficar aqui?" - resmungou a senhora de idade.
"Até o primeiro ônibus passar, até amanhecer, até eles voltarem" - retrucou a inconseqüente.
"Tá bem, então senta no sofá".

Melhor esperar sentadas mesmo.


"Você viu? É a quinta vez que essa kombi passa por aqui".
"É, em menos de uma hora".
"Estranho..."


"Dizem que eles já roubaram quase todas as casas dessa quadra".
"É! Foi o pai que disse. A vizinha disse que pegaram um dos ladrões essa semana, mas o vizinho não foi prestar queixa..."
"Ah, o irmão da vizinha suspeita do guardião".
"É sempre o guardião. Ou o mordomo, a camareira, a empregada..."


"A gente podia usar fogos de artifício"
"Ou pegar aquela arminha de pressão que você usou pra atirar em mim uma vez"
"He-he! É, ai a gente atiraria em latas e faria o maior barulho"
"Sabe o que a gente podia fazer? Dormir"
"Não, boba, fica ai"
"Argh!"


"Amanhã vamos fazer isso de novo".
"Ficar acordadas até tarde que nem o cachorro?"
"É! Vamos virar vigia. Eles só atacam das 2h às 3h"
"Tá bem, então vou passar o dia dormindo..."
"Eu não, tenho que trabalhar".
"Hmmm..."


-

Hoje ela não veio. E nem o ladrão.
O cachorro latiu mas, ao que tudo indica, era somente para um gato preto.
O guardião continua passando em intervalos irregulares. Isso porque ninguém da rua paga pra ele cuidar daqui.

De toda forma, ainda são 2h da manhã. Acho que vou esperar até as 3h, só pra ter certeza...

terça-feira, novembro 21, 2006

(...don't look da-da-da- down the mountain)

If I told you a secret
You won't tell a soul
Will you hold it and keep it alive
Cause it's burning a hole
And I can't get to sleep
And I can't live alone in this lie

So look up
Take it away
Don't look da-da-da- down the mountain

If the world isn't turning
Your heart won't return
Anyone, anything, anyhow

So take me don't leave me
Take me don't leave me
Baby, love will come through it's just waiting for you

Well I stand at the crossroads
Of highroads and lowroads
And I got a feeling it's right

If it's real what I'm feeling
There's no makebelieving
The sound of the wings of the flight of a dove

Take it away
Don't look da-da-da down the mountain
If the world isn't turning
Your heart won't return anyone anything anyhow...

So take me don't leave me
Take me don't leave me
Baby, love will come through it's just waiting for you

So look up
Take it away
Don't look da-da-da- down

If the world isn't turning
Your heart won't return anyone anything anyhow...

So take me don't leave me
Take me don't leave me
Baby, love will come through it's just waiting for you

Love will come through
Love will come through
Love will come through


segunda-feira, novembro 20, 2006

(...do you realize?)

Nada substitui o Talento
Talvez só o Lancy.

O que foi aquele Profissionais do Ano exibido pela Globo ontem?
Existe coisa mais brega, mais estúpida e mais sem graça do que as piadas que eles fizeram?
Tudo bem, a Juliana Paes estava linda. Mas era só isso, né?
Comentários pertinentes: nenhum.
E o Casseta lá? Gente, cada piadinha for-ça-da.

Minha opinião?
Se é pra exibir merda, então nem o faça.


Ei, Karina, não fica assim não.

Já a nova propaganda da Kaiser...
Só não caiu no mau gosto porque...ela já era de mau gosto.
A piadinha do "O baixinho da Kaiser não pode ser só seu" até vai, mas precisava ter os caras se gabando no final dizendo que "ele teve a moral de terminar com ela?".
Hmpft.


Chove chuva, chove sem parar.

E o vestibular da UFPR que foi parar no mesmo dia que o da UTFPR?
Sim, porque com a chuva de ontem - que eu nem vi pois estava dormindo - tiveram que cancelar as provas.
Imagina a correria. Imagina a aflição dos candidatos.
Eita falta de consideração.


Leaving on a jet plane

Ah, sim.
Hoje é dia de aeroporto.
E ela, que deveria chegar as 22h20, só chega as 00h40.
Dá-lhe chá de cadeira!
Palhaçada, hein classe média?
Quem mandou votar no Lula de novo?
Faz assim agora: pede pra andar no AeroLula.
Aposto que ele não tem problemas com controladores de vôo.

(...and I'll take you for who you are)

If you take me for everything.
Do it all over again
It's all the same.
(Sick Puppies)


Me chame de idealista, sonhadora ou piegas mesmo.
Eu amo um melodrama.

Por isso, adorei quando vi A Corrente do Bem. É um dos meus filmes favoritos.
Gostei ainda mais da campanha Free Hugs que anda circulando na internet.

Confira:

http://www.free-hugs.com/
http://www.youtube.com/watch?v=vL7Jo_1Z3Y8



Se a bondade pudesse ser passada adiante, se com um pequeno gesto você pudesse mudar a vida de uma pessoa, você o faria?
Você seria tão altruísta a ponto de colocar a necessidade do outro acima da sua?


"Faze o bem e não olhes a quem"

sexta-feira, novembro 17, 2006

(...let me play among the stars)

Eu já tinha ouvido falar, mas nunca tinha me dado conta disso.
Até ver a foto da Criação de uma agência super premiada.

Quantas criativas você conhece?
Entre Dudas, Washingtons, Nizans, Alexandres, Renatos e Dulcídios, entre muitos outros, quantos são mulheres?

Nenhum.


Ok, estou tentando exercitar o meu cérebro e lembrar de grandes profissionais.

No momento só me recordo da minha ex-professora de redação ;)
(que foi exatamente quem me abriu os olhos pro clubinho da criação).

segunda-feira, novembro 13, 2006

(...10.000 km: a hora da revisão)

Amanhã é dia de voltar às origens. Pelo menos pro Ralado.
Depois de meses andando com a transloucada dona deste blog, o bebê merece mesmo uma revisão.

Checar os freios, arrumar o banco, dar uma olhadinha na roda.
Para os carros é tudo muito simples. Eles têm garantia de fábrica.
E não sentem dor ou medo de ir ao "médico".


O que não pode ser dito da minha pessoa.
Acho que está na hora de enfrentar a tal da Endoscopia e descobrir o tamanho do rombo no meu estômago.

sexta-feira, novembro 10, 2006

(...everytime a bell rings an angel gets his wings)

"the night is calm but a cold wind blows
living is dying sometimes i know
there's a bad, unkind thing in the air tonight
but we let the neons show us where to hide"
(Yellow lights mean slow down, not speed up - Logh)


[On hold.]

[Suspended in the air]


Friday night. Still here. Got out and then back home.
It's early, for a night. Not so cold, for a weird day.

Strange talks. Stranger people.
A strange feeling inside.

Nothing better than to hear Logh.
Logh is a great band. A great band, indeed.

Gotta work on my english.
London, perhaps?

terça-feira, novembro 07, 2006

(...a prima rica)

- O que você faz aqui?
- Redação -, respondeu a garota.
- Ah, você é jornalista?
- Não, publicitária.
- A prima rica.

O que acontece, caros senhores, é que a prima rica, a Publicidade, tem como piso salarial uma quantia irrisória. A gente vive é de marketing mesmo.

Sabe qual é o piso de um jornalista?
Hum mil e oitocentos reais. Ou algo assim, mas é um valor com 4 casas.

Sabe qual é o dos publicitários?
Quatrocentos e cinquenta. Ou qualquer valor com três casas.

Agora me diz, quem é a prima rica dessa história?

Como eu disse, a gente só vive de glamour.

(e essa merda de profissão nem é tão glamorosa assim. dá gastrite, dá incerteza, faz você querer procurar um psicólogo a cada 2 minutos. dá nojo, dá raiva. dá...vontade de trocar de profissão e virar jornalista)

Hmpft.
Todo jornalista acha que pode virar publicitário. Mas você não vê os publicitários tentando virar jornalistas.

segunda-feira, novembro 06, 2006

(...fico assim sem você)

E as horas lá se vão, loucas ou tristes...
Mas é tão bom, em meio às horas todas,
Pensar em ti... saber que tu existes!


Queria matar dentro de mim toda a saudade que me sufoca. Queria eu não sentir mais falta.

Mas isso é o que sinto: como se não tivesse um membro.
Meu coração só foi até ali. Mas volta.

De repente, a distância é muito grande para um órgão tão vital.

E são nessas horas que percebo como essa casa fica grande sem você. Deve ficar imensa sem mim também. Eu juro que não sei como ela aguenta...

Não, nós não criamos os filhos para o mundo. E nem podemos, afinal tudo um dia morre. Ou muda.

Só não esperava que você fosse mudar tão cedo. Não esperava que você saisse de casa antes de mim.

Não é justo, entende?
Não é justo abrir o seu armário e não ver suas roupas. Não é justo procurar por você na nossa casa, no lugar onde a gente cresceu e não escutar sua voz. Não é justo não poder brigar com você pelas MINHAS coisas.

Sim, eu sinto sua falta.
E sei que você foi só morar ali, há alguns quilômetros daqui.

Mas não é justo a gente não poder mais existir no mesmo espaço, dividir o mesmo quarto, morrer de rir ou tentar se matar conforme nosso humor.

Foi sempre assim, não é? Nós passamos dezoito anos juntas feito gato e rato, mas era só uma se separar da outra que as coisas perdiam um pouco do sentido. Eu sei, eu também fico assim sem você.

Amo você, bêibi.
Mas não espero ter você morando no mesmo teto que eu nunca mais.

Seja feliz, ermã.

Avião sem asa
Fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola
Piu-piu sem Frajola
Sou eu assim sem você

Amor sem beijinho
Buchecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço
Namoro sem amasso
Sou eu assim sem você

Tô louca pra te ver chegar
Tô louca pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo

quinta-feira, novembro 02, 2006

(...i can't stop this feeling i've got)

Em um mundo globalizado, tudo é parte do passado.

As informações expiram, os diplomas têm que ser sempre atualizados, seu conhecimento se torna inútil - ou pelo menos defasado.

Nós, meros mortais, temos sempre que correr atrás do tempo perdido. A competição é dura e tem sempre gente melhor do que você concorrendo por aquela vaga.

Nem mesmo os funcionários públicos escapam da atualização constante. Se você entrou como Nível Médio, vai tentar chegar ao Nível Superior. Se está no Nível Superior, vai procurar acumular diplomas e cursos para subir ainda mais no Plano de Carreira.

É sempre assim. E não está errado.

Férias? Só depois que você conseguiu estabilidade na empresa. Nem pense em pedir descanso logo no primeiro mês.

Por que então, caros colegas, o Brasil elegeu um ser que nunca procurou se atualizar? Que se aposentou porque perdeu UM DEDO!

Perdoem-me senhores, mas meu avô perdeu a vida e não conseguiu se aposentar. Depois de sofrer por anos com câncer, o INSS ainda exigiu que ele ficasse na fila, mesmo passando mal. Queriam exames e mais exames confirmando que ele estava realmente doente.

Se o cargo de Presidente da República é o mais alto que se pode alcançar, por que não investir em conhecimento para, pelo menos, exercer melhor a sua função?
Vai dizer agora que é bonito ter um semi-analfabeto no poder. Um indivíduo que, além de arrogante e prepotente, ainda precisa de milhares de outros pra poder se comunicar com governantes de outros Países.

Um inglês é básico, minha gente.
Quem quer chegar a um grande posto sabe disso.

Quanto às férias, tsc tsc tsc.
Nada a dizer, não é?

Vai defendê-lo também e alegar que "viajar" pelo País todo cansa? Que repetir discursos que seus assessores fizeram é desgastante?

Oh, perdoe-me novamente.
Vai ver ele teve que enfrentar horas e horas parado no aeroporto, esperando seu vôo sair, não é mesmo?

Ah, faça-me o favor!


Vergonha na cara. É isso que eu espero.
Dele e dos quase 70% da nação que votaram neste inergúmeno.

PS: Por favor, alguém me denuncia pra Polícia Federal. Quero ter o prazer de pedir asilo político e GANHAR MAIS DE CINCO MIL DE PENSÃO!

Fucking shit.
Life is fucking unfair.
Read this, you bastard.

segunda-feira, outubro 23, 2006

(...I need you on this, Scully)

I don't know if I wanna do this alone.
I don't even know if I can.
And if I quit now,
They win.



...e que venham as próximas 'temporadas' ;)

sábado, outubro 21, 2006

(...you're so vain)

You walked into my blog like you were walking onto a yacht
Your hat strategically dipped below one eye
Your scarf it was apricot
You had one eye on the mirror as you watched yourself gavotte
And all the girls dreamed that they'd be your partner
They'd be your partner, and...

You're so vain, you probably think this post is about you
You're so vain, Ill bet you think this post is about you
Don't you? don't you?


For my newest fan.
Enjoy.

sexta-feira, outubro 20, 2006

(...they are out to get you)

Once again.

Conheço gente que espera a semana toda pela chegada da sexta-feira. E é uma alegria quando ela chega. Neste dia, as pessoas aproveitam para deixar scraps comemorativos, avisos de que a sexta chegou e votos de ótimo fim de semana.

Como eu disse, é uma alegria.

Mas eu prefiro as quartas.
É uma felicidade tão grande acordar e perceber que é quarta-feira, que estamos no meio da semana, que falta pouco pro tão sonhado fim de semana chegar ou que ainda falta muito pro tão odiado domingo.

Quartas-feiras são uma benção. E eu gosto muito da propaganda da Coca que fala sobre elas. Tudo bem que a propaganda fala sobre os outros dias da semana também, mas a da quarta é especial.


Eu nasci numa quarta. Os seriados mais legais, como Arquivo-X, sempre passaram em quartas. As músicas de número 4 dos cds são sempre as melhores. Enfim, não dá pra explicar logicamente minha predileção pelo número quatro.

Só sei dizer que hoje eu acordei pensando que estávamos no meio da semana. Confundi o dia, reprisei a data.

E foi colocar o pé fora da cama que uma enxurrada de coisas deram errado. Meu pc travou, não gravou meu cd com "músicas de trabalho" que eu tinha preparado pro dia, tive que reescrever 20x a mesma coisa, refações, refações, achei que tivesse peixe de almoço, começou a chover no fim da tarde, eu tava sem carro...
...mas o pior de tudo, o pior foi quando eu descobri que não era quarta. Dai tudo se tornou menos suportável.

Ainda bem que eu ignorei o fato de hoje (ontem!) ser quinta e passei o resto do dia pensando na quarta :)

terça-feira, outubro 17, 2006

(...sleep, my child)

Faz três noites que eu não durmo (oh la la)
Pois perdi o meu galinho (La la)
Pobrezinho (La la)
Coitadinho (La la)
Ele faz kiri-kiki.

domingo, outubro 15, 2006

(...i took a walk around the world)

To ease my troubled mind.

O único problema de ser iniciante é que, não importa o que você faça, as coisas nunca são tão fáceis assim. Leva-se tempo para pegar prática. E, embora a rotina seja monótona, com experiência algumas situações saem bem mais rápidas.

Preciso de mais XP para lidar com as "mudanças de canal" da minha cabeça. Ou de um botão liga/desliga.

Xô preguiça. Adeus pensamentos inoportunos.
Ainda faltam uns 1300 textos pra terminar!

sábado, outubro 14, 2006

(...welcome to this place)

I'll show you everything
With arms wide open.


E não é que o Mateus está querendo dar o ar de sua graça mais cedo?
Depois de dar um susto na família toda e deixar todo mundo de cabelo em pé, o pequeno parece ter se acalmado no lugar dele. Pelo menos enquanto a mãe da criança está em repouso absoluto :)

Ok, bebê. A gente realmente quer ver sua carinha.
Mas espera até os 9 meses, tá?
Ainda tem muita coisa pra arrumar até você chegar.



...And he can greet the world
With arms wide open.

quinta-feira, outubro 05, 2006

(...mistérios da meia-noite)

Que voam longe
Que você nunca
Não sabe nunca
Se vão se ficam
Quem vai quem foi


Alguém pode me explicar por que todo homem acredita que tudo que uma mulher precisa na vida é de sexo? É como se todos os nossos problemas fossem resolvidos se déssemos mais (de nós mesmas).

Por que, em todo filme pornô, colocam sempre duas mulheres se beijando? Que graça os homens vêem nisso?

Por que tem sempre um homem no sinaleiro enfiando o dedo no nariz?

E por que sempre tem um velho babão e nojento pra se apaixonar por você?

Por que sempre cai um temporal quando você precisa sair?

E por que, meus caros colegas, é sempre o amigo do amigo que você estava afim que acaba grudando no seu pé?

Essas são algumas dúvidas que me assolam. Não espero obter respostas conclusivas para nenhuma delas, embora já tenha várias teorias.

sexta-feira, setembro 29, 2006

(...silent silent sigh)

Come see what we all talk about
People moving to the moon
Stop baby don't go stop here
Never stop living here
Till it eats the heart from your soul
(Badly Drawn Boy)


E a lição que aprendemos hoje, crianças, é que nem sempre sua 'dedicação integral' é encarada desta forma. Você pode passar meses deixando de lado (quase) tudo que considera por uma promessa e descobrir que não valeu a pena no final. Ou talvez tenha valido. São experiências. Tem gente que só tem essa promessa. E tem gente, como Andy Sachs e Crystina Carolina, que percebe a vida de uma forma muito diferente.

No final, O Diabo veste Prada. E Crystina Carolina passa a vestir pijamas novamente.
Pelo dia inteiro, enquanto durar esta fase.

domingo, setembro 17, 2006

(...fifty things you didn't know)

Ok. A TT me deu essa missão, mas acabei me empolgando um pouco demais. Era pra ser um post com as "6 Coisas que Você Não Sabia Sobre Mim". Viraram 50.
Com certeza tem muito mais que eu esqueci de colocar, mas decidi parar em um número redondo.


PS: Cláu, Van, encarem como um post comunitário e façam os seus "6 coisas que você não sabia". O desafio está lançado! Eu já fiz mais do que deveria :)





"50 Coisas que Você Não Sabia Sobre a Dona do Blog"
Por mim mesma.

1. Sou inconstante. Amo, ao mesmo tempo que odeio. Desejo, ao mesmo tempo em que desprezo. Quero ir, mas quase sempre opto por ficar.

2. Pareço ser racional, fria, calculista. Mas às vezes preciso de colo e faço tudo pelas pessoas que amo.

3. Odeio depender de alguém. Odeio que dependam de mim.

4. Às vezes queria ser inconseqüente. Mandar às favas aquela imagem de certinha. O problema é que metade de mim gosta dela.

5. Já pensei em morrer. Não me matar, mas morrer. Estar assim, à toa, e de repente puff.

6. Sofro de um grande mal: a empatia. Não suporto ver qualquer ser vivo sofrendo. Principalmente se for algum ser que eu ame demais.

7. Acredito em Destino, em Anjos e Espíritos. Minhas opiniões sobre Deus ainda são conturbadas. Acredito numa Força Maior, mas ainda não me acostumei a rezar. Acho hipocrisia.

8. Sou fã de coisas bregas. Adoro músicas que minha mãe ouvia quando eu era criança. Ouço até hoje uma k7 de "sertanejos de raíz" que ela tem em casa - e gosto.

9. Grande parte do meu gosto musical foi constituído ao longo dos anos, por diversas influências. Por isso, hoje escuto de Punk à New Age, de MPB à Metal Melódico. Algumas coisas gosto mais, outras menos. A princípio, não gosto de nada novo, mas logo me acostumo. Com algumas exceções, é claro. Tem coisa que não desce.

10. Já cogitei mudar de opção sexual logo após uma experiência meio "Boys Don't Cry", aquele filme da Hilary Swank. Descobri que sou fã das coisas complicadas, dos opostos, e que todo Lego tem sua pecinha. Insira o Plug A no Slot B.

11. Sou maluca, fanática, doente por crianças - desde que elas não sejam birrentas e mal-educadas. Quero duas: a Clara e a Pietra. E quero poder olhar pro rostinho delas e descobrir que elas são mais parecidas com o pai do que comigo. Ou vice-versa.

12. Descobri que sou igual à minha mãe em muitas coisas. Mas sou mais parecida com meu pai e em alguns momentos ajo como ele.

13. Ainda não sei o que quero ser da vida. Pra dizer bem a verdade, meus planos eram terminar a faculdade e casar. Ai poderia ser o que quisesse, sem a responsabilidade de ter que sustentar uma casa sozinha.

14. Quase fui trocada na maternidade, antes mesmo de ter nascido.

15. Gosto de velocidade. De correr, correr, correr de carro e sentir a adrenalina no sangue. Mas às vezes me assusto com os imprevistos.

16. Já vomitei em um carinha que gostava e com quem tinha acabado de ficar no ano passado.

17. Já sofri por amor, já quebrei a cara, já aprendi a me defender.

18. Acredito que as coisas têm seu momento certo. Por isso, às vezes fico parada esperando que o Destino exerça sua força.

19. Quando era pequena, levei uma paulada na nuca que resultou em problemas na coluna. Uma vez fui plantar bananeira numa aula de Atletismo e fiquei 3 dias sem mexer o pescoço. Nunca pude fazer judô.

20. Quase entrei pra equipe de Atletismo no segundo grau. Desisti porque precisava acordar cedo.

21. Odeio acordar cedo. Não consigo dormir antes das 22h.

23. Já quase desenvolvi bulimia, mas sempre me convenço que isso é pra mentes fracas.

24. Não gosto de cerveja, não sou fã de vodka e acho campari um horror, mas continuo bebendo de vez em quando.

25. Sou péssima em balizas. Mas estou melhorando. Estaciono todo dia numa garagem de prédio horrível, coisa que meu pai nunca fez em mais de 20 anos que minha tia mora aqui.

26. Sou neurótica, insegura, paranóica e às vezes me isolo no meu próprio mundinho.

27. Não me peça para fazer small talk com pessoas que mal conheço. Fico inibida, não falo nada e passo por metida ou antipática.

28. Sou a Rainha das Abobrinhas. E das idéias insanas e sem sentido. Acho que às vezes fica difícil pros meus amigos entenderem minha linha de raciocínio non sense.

29. Adoro passar medo com filme de terror. Mas depois não durmo a noite ou tenho que me esconder embaixo do cobertor.

30. Me pego chorando toda vez que vejo Cidade dos Anjos e A Corrente do Bem.

31. Não gosto de chorar na frente dos outros. Detesto me sentir vulnerável.

32. Preciso de um terapeuta. Alguém que valide todas as minhas teorias. Sim, porque eu já sei tudo sobre as minhas neuroses. Só não sei como curá-las.

33. Eu adoro escrever. Deu pra perceber?

34. Acho que tenho TOC - Transtorno Obsessivo-Compulsivo. E TDA - Transtorno de Déficit de Atenção. Não consigo ler um livro até o fim pois me chateia. Não tenho paciência para ouvir uma música inteira.

35. Desenvolvi duas novas obsessões: tênis novo e lápis bem apontado. Passo horas procurando o primeiro pra comprar e apontando o segundo, pra só depois escrever.

36. Ainda não fui pra Inglaterra porque sinto um puta medo de me dar mal.

37. Tenho medo que minha família (e meus amigos) fiquem muito bem sem mim. Ninguém é insubstituível, tá certo. Mas a possibilidade de ser só mais uma e não fazer falta me assusta.

38. Às vezes tenho vontade de sumir, só pra ver como será o mundo sem mim.

39. Preciso - e muito - dos meus momentos de solidão. De colocar a cabeça em ordem, dar vazão pro meu lado dramático, de ouvir música deprê. Só então consigo voltar a ser a garota que faz piada de tudo.

40. Sim, eu sou egocêntrica. Posso não ser minha fã número um - porque, com certeza, sou minha maior crítica -, mesmo assim acho que tenho um certo valor. Você não vai me ver repartindo meu tempo com quem julgo não merecer.

41. Atraio loucos, depressivos e lésbicas. Sou um grande imã pros problemáticos do mundo. Isso me cansa.

42. O mórbido, o bizarro, o Oculto, a Psicologia e a Mitologia muito me atraem.

43. Sinto nojo de caras asquerosos que acham que tudo podem. Não gosto de me vestir pra chamar atenção - e tudo isso tem a ver com o típico complexo de pai ausente.

44. Tenho estilo próprio. "Alternativo", como diria meu primo. O que me leva a atrair ainda mais a atenção das lésbicas. E ainda menos os carinhas da minha idade.

45. Sou consumista e impaciente. Detesto ter que esperar o "próximo salário" pra comprar o que quero.

46. Adoro viajar. Mas sempre adorei voltar pra casa e sentir o cheiro de cera do chão, o aroma do meu travesseiro, o cheirinho de sabão e amaciante dos meus cobertores. Não existe lugar como o próprio lar.

47. Vivo metade do tempo com a minha tia. E metade do tempo com os meus pais. Queria mesmo era morar sozinha, mas acho que surtaria.

48. Costumo comer demais na semana que antecede aquele período do mês. E sou preguiçosa demais para entrar numa academia. Logo logo a gordura vai começar a acumular. A menos, é claro, que eu arranje um namorado pra resolver o outro problema dessa época: o subir pelas paredes.

49. Sou exigente. Imponho critérios para toda pessoa que entra na minha vida. Me apaixonar por alguém leva séculos. Avalio desde gosto musical até o que os pais do guri fazem na vida.

50. E por último, e não é nenhuma novidade, sou uma furona. Marco, sinto preguiça e não vou. Invento desculpas esfarrapadas e ninguém mais acredita - se é que acreditaram em alguma ocasião.

domingo, setembro 10, 2006

(...no more lonely nights)

Sem querer ser saudosista ou qualquer coisa assim, mas a década de 80 foi realmente muito boa.
A melhor de todas que já vivi.

As músicas sempre falavam de amores impossíveis. Tinham letra, tinham ritmo. Os filmes sempre mostravam adolescentes rebeldes, se divertindo à sua maneira. As crianças eram muito mais criativas, mais inteligentes.

É, a década de 80 foi realmente legal.
Trouxe com ela a maior parte dos meus amigos, tirando uns 3 ou 4 que nasceram antes.


E por falar em nascimento...

Não podia deixar de desejar um feliz aniversário pras minhas leitoras que sempre batem ponto por aqui. Feliz Aniversário, Cláu e Van. Van e Cláu. Tudo de bom pra vocês, garotas!

(elas não são umas fofas? até fazem aniversário no mesmo dia! Tá certo que a Cláu tá comemorando um dia antes, mas enfim...)

quarta-feira, setembro 06, 2006

(...but tonight i'm on my way)

Querido,

Há mais de 3 meses não tenho tempo para escrever-lhe direito. Não consigo achar problemas grandes o suficiente para comentar e nem minutos de sobra para falar das soluções que tenho encontrado.

Muita coisa mudou, caro amigo. Eu já não passo mais tanto tempo em casa e o tempo que passo, não tenho vontade de gastar escrevendo - afinal é isso, basicamente, que faço o dia todo.

Sabe, aquele filme foi ótimo. Mas já saiu de cartaz. A viagem do fim de semana passado também foi estupenda. Mas não quero entrar em detalhes. Alguns jobs saíram fáceis. Outros foram mais difíceis. Uns foram elogiados, meu comportamento nem sempre. Às vezes eu chego cedo, mas na maior parte do tempo, continuo me enrolando. Meus amigos ainda reclamam que eu não apareço, mas atualmente são raras às vezes em que isso acontece.

Comprei a mochila preta e o tênis azul marinho. Só não tenho o resto das coisas ainda porque não achei o que queria. Em compensação, começo a achar que conheci outro cara perfeito. Sem erros de português, com gosto musical parecido, cabelinho jogado pro lado, carinha de neném. Sim, ele é um fofo. Mas querido amigo, me perdoe por não querer falar mais sobre isso.


Sinto deixá-lo de fora. Logo você, que sempre me acompanhou e me ouviu, sem julgar. Mas saiba que tenho muito a agradecer por esses quase dois anos. Não se preocupe, embora não lhe escreva direto, sempre virei aqui para vê-lo.

Até a próxima, bloguxo.
Se cuida e não esquece de por um casaquinho, tá frio lá fora.

domingo, agosto 27, 2006

(...what's my age again?)

Yasmin tem 4 anos. E sonha em fazer 6.
Para ela, as meninas de 8 tudo podem.
São como grandes garotas, independentes.

Crystina Carolina tem 22. Mas sempre quis ter 18. Gosta do número 19, mas já que não pode voltar para esta idade, se conforma em fazer 23 no ano que vem.

E é só. Carolina pretende parar nos 23. E permanecer por longos anos, até completar 33 ou 44. Esses sim são números legais.

A avó de Crystina tem 80. Completou hoje. Acho que ela também pretende parar a idade por ai. Ok, vó. Só vamos atualizar sua idade quando a Sra. chegar aos 90. Enquanto isso, feliz aniversário.

quarta-feira, agosto 23, 2006

(...a million times I asked you)

And then
I asked you over again


A memorable Julia Roberts' line at Nothing Hill:


"After all... I'm just a girl, standing in front of a boy, asking him to love her."
Aren't we all, my dear?


'Perhaps, perhaps, perhaps.'
(Cake)

terça-feira, agosto 22, 2006

sábado, agosto 19, 2006

(...os nossos japoneses são melhores)

...do que os da Concorrência.


Calma, Clau.
Eu explico o post abaixo.

Sim, eu sei que os japoneses são legais. Você é um exemplo. E conheço vários outros.
Mas nem tudo na vida a gente explica.

Não consigo explicar, por exemplo, porque gosto de mostarda e não gosto de peixe. Porque acho caras de óculos, em sua maioria, atraentes e odeio garotos muito perfeitos, tipo o Marcelo Anthony.

Com os japoneses é a mesma coisa. Acho que eles são uns amores, mas nunca namoraria um porque simplesmente não me sinto atraída pelo tipo. Assim como não sinto atração por negros. Não é preconceito, é uma questão de não rolar química com aquele biotipo.

Bem, explicada a parte dos biotipos...
Que ia ser divertido dar um neto moreninho pra minha mãe, isso ia. O japinha já tá a caminho.
Mas é muito cedo para pensar em (mais) netos.

quinta-feira, agosto 17, 2006

(...i didn't know i was looking for love)

Japoneses nunca fizeram meu tipo. Talvez porque um tenha me perseguido na quinta série e me deixado traumatizada.

Mas tenho a ligeira impressão de que vou me apaixonar por um logo logo :)

sábado, agosto 05, 2006

(...sempre, quase)

Você já teve a crise dos 30? Já parou pra pensar em toda a sua vida e reavaliou todas as suas prioridades? Já questionou suas escolhas e imaginou os "finais" diferentes?

E uma crise dos 30 aos 22? Você já teve dessas?

Como boa capricorniana que sou, sempre fui mais "madura" que os outros. Por isso, de nada me admira chegar a crise dos trinta oito anos antes.

Se eu não tivesse rompido com aquele cara que depois jurei estar apaixonada, estaria casada agora? Se eu não tivesse passado quatro anos jurando amor eterno ao mesmo cara, teria casado com aquele outro? Se eu escolhesse melhor quem entra na minha vida, tudo seria diferente? E a faculdade? O trabalho? A carreira? Os amigos?

Afinal, quem quer o diferente?

Não vou negar que já cogitei todas as outras possibilidades, mas não me sinto infeliz com a minha vida - na maior parte do tempo. É só de vez em quando que bate uma sensação de "o que foi que eu fiz até agora?".

O que eu fiz, não tenho certeza. Só sei que me tornei uma pessoa melhor - e não pior - devido à todas essas experiências. Não importa se foi preciso sofrer, fazer sofrer, quebrar a cara e descobrir o caminho do jeito mais difícil para chegar até aqui.

"Aqui" é um bom lugar. E ainda falta muito tempo pra virar uma balzaquiana.
Dá tempo de conquistar o que falta: o reconhecimento na carreira, o marido, as filhas, Londres, Atenas, Irlanda, Disney, meu Troller, estabilidade financeira e muito mais horas com quem eu amo.

Quanto aos outros finais, deixo-os para os Universos Paralelos.

(...quero ter alguém com quem conversar)

Alguém que depois não use o que eu disse contra mim.
Nada mais vai me ferir, é que eu já me acostumei
Com a estrada errada que eu segui, com a minha própria lei.
Tenho o que ficou e tenho sorte até demais...

(Legião Urbana)

Numa época - no mínimo - conturbada, o texto de hoje do Mais Você caiu como uma luva.

Não podia explicar melhor a minha necessidade de querer um espaço para ser a resmungona e a palhaça, a responsável e a delinqüente, a altruísta e a egoísta, a filha perfeita e a garota ciumenta.

Dizem que querer é poder. E que eu tenho sorte na vida.
Mas a vida pára quando você deixa de sonhar, desejar, buscar.
E acreditar em sorte me parece um tanto conformista.

O que eu quero? Ser capaz de abstrair quem eu acho que devo ser e ser quem eu sou. Assumir meu lado egoísta, resmungão, inexperiente e saber que isso não me torna incapaz. Ter noção de que eu nunca vou alcançar a perfeição, mas saber o momento certo de buscá-la.

Quero ter a certeza de que conquistei meu canto no mundo. De que tenho um espacinho só meu na memória ou no "coração" das pessoas.

Eu quero meu lugar, seja como filha, irmã, amiga, neta, tia, sobrinha, afilhada, redatora ou namorada.

E quero que esse espaço seja só meu. Quero que as histórias da minha vida - ou mesmo a minha vida - não se percam com o tempo. E que daqui 20 ou 30 anos, alguém ainda se lembre daquela garotinha que queria conquistar o mundo.

Será que isso é mesmo tão fútil, egoísta ou narcisista?




O que mais você quer?
Martha Medeiros

(...)
Quero ventilação, não morrer um pouquinho a cada dia sufocada em obrigações e em exigências de ser a melhor mãe do mundo, a melhor esposa do mundo, a melhor qualquer coisa.

Gostaria de me reconciliar com meus defeitos e fraquezas, arejar minha biografia, deixar que vazem algumas idéias minhas que não são muito abençoáveis.

Queria não me sentir tão responsável sobre o que acontece ao meu redor. Compreender e aceitar que não tenho controle nenhum sobre as emoções dos outros, sobre suas escolhas, sobre as coisas que dão errado e também sobre as que dão certo. Me permitir ser um pouco insignificante.

E na minha insignificância, poder acordar um dia mais tarde sem dar explicação, conversar com estranhos, me divertir fazendo coisas que nunca imaginei, deixar de ser tão misteriosa pra mim mesma, me conectar com as minhas outras possibilidades de existir.

O que eu quero mais?

Me escutar e obedecer o meu lado mais transgressor, menos comportadinho, menos refém de reuniões familiares, maridos e filhos e bolos de aniversário e despertadores na segunda-feira de manhã.

E quero mais tempo livre. E mais abraços. E receber mais flores.

Pois é, ninguém está satisfeito. Ainda bem.

quarta-feira, agosto 02, 2006

(...fatos da vida: parte nove mil, novecentos e noventa e nove)



Piada do dia:

Fiquei para titia.


Literalmente.



Bem-vindo à família. Bem-vindo ao mundo, Pequeno Ser.
Espero que seu nome não seja Páprika e sim Matheuzinho-san.

(...esse é só o começo do fim da nossa vida)

Especialmente hoje não farei um texto sobre neuroses próprias. Colocarei, sim, um texto de alguém que fala sobre a paranóia de todo publicitário.

E se a propaganda algum dia acabar? E se a gente virar vilão?

*O autor do texto, para quem não sabe, é o F da F/Nazca, uma put@ agência.



O fim da publicidade
FABIO FERNANDES

Num país distante, um sujeito estava vendo tevê. Passou um comercial de cerveja. O sujeito sorriu. Na verdade, gargalhou. Ele gostava de comerciais como aquele, com bom humor. Aí ele olhou para o lado e viu que seu filho tinha gostado também: “Legal esse né, pai?”. Concordou. E passou a odiar aquele comercial.

Como é que podia um comercial engraçado, agradar também ao seu filho, um imberbe menor de idade? Se eu, que sou inteligente para discernir entre o certo e o errado, quase gostei desse comercial como não estará a legião de pobres incautos consumidores?

Decidiu escrever uma carta para o Congresso. Algum deputado leu e concordou: inteligente, já havia pensado nisso. Fez um projeto de lei que foi votado e... pronto, salvou a sociedade: nunca mais haveriam comerciais de cerveja a infestar as ingênuas e influenciáveis cabecinhas.

Tempos depois, outro consumidor atento reparou nos comerciais de cosméticos. Ora, raciocinou, a busca pela juventude eterna, a celebração da estética, tudo em detrimento do conteúdo verdadeiro de nossas almas. Isso corrobora o abismo entre os despossuídos, que estarão irremediavelmente associados ao conceito do “feio” enquanto aos mais ricos caberá sempre a imagem de jovialidade, beleza e saúde. Solução: fim da propaganda de cosméticos em geral.

Todos aplaudiram no Congresso daquele país. Mas, eis que outro senador, igualmente inteligente (mais que a média da população daquele país, com tão poucos consumidores inteligentes), levantou outra questão. Se automóveis atropelam e matam, então melhor seria que não fossem anunciados para não despertarem nas próximas gerações a vontade de dirigi-los.

Foi por aclamação: aprovado. Assim como a emenda contra propagandas de hambúrgueres, e, já que esse era o assunto, de alimentos e restaurantes em geral, que era mesmo um despautério num país com tanta fome se admitir propaganda mostrando pessoas felizes comendo.

Aliás, por que as pessoas tinham que estar alegres na publicidade? Para despertar rancor nos entristecidos? E ficou proibido o sorriso na propaganda. No máximo seria permitida uma insinuação, de canto de boca. E depois da meia-noite, já que os tristes dormem cedo. Alguém lembrou dos insones solitários. E cortaram do texto aquela liberalidade.

Propaganda de moda? Segregacionista. De sabão em pó? Racista, sempre que valoriza o branco. De banco? Pelo amor de Deus, será que ninguém ainda parou para ver o que está embutido nas mensagens dos comerciais de banco, gente? A sensação de que só com o dinheiro se pode ser feliz, lógico! Cartão de crédito? Este mês, até sem dinheiro, você pode ser feliz, caramba.

Nos jornais, a imprensa apoiava cada uma das medidas. Alguns jornalistas adoravam a idéia de que seus salários são integralmente pagos pelo leitor que compra jornal na banca: publicidade só enfeia o conteúdo editorial.

A sociedade acuada pela sórdida propaganda apoiava as medidas. E reclamava de toda publicidade que brincasse com qualquer uma das suas convicções pessoais. Gordo não pode, magro, também. Padre, freira, careca, viúva, estudante, feio, bonito, mais ou menos feio, surfista, narigudo... nem pensar. Satirizou homem, é feminista. Mulher, lógico, é machista. A sociedade estava de mau-humor.

Até que um dia, alguém na casa do vizinho sorriu. Na verdade, gargalhou. E o sujeito que ouviu aquilo, não se sabe por que, teve uma intuição de que aquilo poderia ter alguma coisa a ver com a *&*%#!+*# (a palavra “propaganda” tinha sido proibida). Será que inventaram um câmbio negro de *&*%#!+*# e o meu vizinho conseguiu com traficantes uma fita de vídeo cheinha de *&*%#!+*#s engraçadas?, pensou o um formador de opinião. Pelo sim, pelo não, chamou a polícia.

sábado, julho 29, 2006

(...go, speedy racer, go!)

Aventuras no Supermercado

Crystina Carolina gosta de passear em supermercados - principalmente se estiver só acompanhando suas amigas. Leonora Beatriz é uma garota que gasta quase 40 reais só em guloseimas. E é uma das amigas de Crystina.

Estavam as duas a passear pela seção de roupas - um dos "points" do mercado -, quando Carolina calculou mal o tamanho do carrinho e acertou o calcanhar de Beatriz. A garota ficou irada e saiu correndo pelo mercado, a se esconder do carrinho assassino.

Minutos depois, Carolina se esconde atrás de um guarda-chuva da Magali e decide passar pela fileira em que Bia está. Mas Beatriz a surpreende ao começar a rir do tamanho do sutiã que estava a sua frente.

Crystina Carolina, com sua mania de "tudo me cabe", resolve experimentar o sutiã de avó e o coloca na cabeça. As duas riem mais um pouco, até os empregados do mercado aparecerem na seção. Crystina rapidamente coloca o sutiã no lugar correto, digo, no corpo!, e só então o devolve à prateleira.

Satisfeitas com as brincadeiras, parece que tudo vai voltar ao normal no mercado. Até Crystina decidir que quer andar de carrinho. Leonora começa a empurrar, mas Carolina fica com medo e desiste.

Espero que da próxima vez Crystina não desista. E que os funcionários do mercado demorem um bom tempo até se darem conta da finalidade que elas deram pro carrinho.

All in all, ir ao supermercado é legal.

(...fatos da vida: os pingos d'água)

Estou me sentindo meio Beethoven. Não o músico, o cachorro. Aquele do filme.

Não existe jeito melhor de bater o cabelo após o banho do que do modo como ele faz.

Pena que não achei uma foto para mostrar...

(...baby, eu já sabia)

Me peguei vendo uma entrevista da Marília Gabriela hoje. No programa, Sandy e Júnior.

Não sou fã dos dois e nem da Marília, mas não consegui mudar de canal. E não tinha nada a ver com controle remoto quebrado ou falta de pilhas...

A verdade é que não suporto a Marília Gabriela porque ela tem o Giane. E não ouço Sandy & Júnior porque... eles nunca tiveram música própria, nunca fizeram o meu estilo e era uma vergonha admitir que ouvia a dupla no seu grupo de amigos.

O fato é que eu cresci ouvindo os pais deles, ouvindo Zezé di Camargo & Luciano, Roberto Carlos, Chico Buarque, Caetano Veloso, Wanderléia, Rosanna, Roberta Miranda, Toquinho, Tom Jobim. O fato é que eu sou uma garota de muitas influências, de vários estilos.

E se eu não sair para comprar o novo cd da Sandy e do Júnior agora não é porque eu menospreze o trabalho deles - ou seja incapaz de reconhecer o quanto eles cresceram - é, simplesmente, porque não consigo gostar do som.

Mas oh, sei um monte de letrinha decor e salteado.

Baby eu já sabia
Que iria dar certo
Eu só queria conquistar você.

quinta-feira, julho 27, 2006

(...i started looking for a warning sign)

Pernas bambas. Coração acelerado. Cabeça nas nuvens. Incapacidade de pensar em qualquer outra coisa, mesmo que minha vida - ou o meu trabalho - dependa disso.

Até parece que estou apaixonada.

A verdade é que um acidente de trânsito e a minha embreagem fritando me deixaram com a consistência da gelatina que comi hoje no café da manhã.

O motoqueiro voando, voando, voando, caindo no chão ao lado do táxi, como uma boneca de pano...
A fumaça saindo, aquele cheiro de queimado, a preocupação com o pobre do Ralado, a subida, o carro atrás, o sinal, o trânsito...

Ok! Stop!
Precisamos trabalhar.


Espero que o motoqueiro esteja vivo - e bem. E que o Ralado consiga sair do estacionamento depois, sem maiores problemas.

terça-feira, julho 25, 2006

(...skating away on the thin ice)

Se você repetir muito uma coisa, ela acaba se tornando sua verdade, seu mantra.

Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz. Eu sou a Imperatriz.

É, tá bom. Talvez nas próximas 1001 repetições - se não me internarem como insana até lá.

Auto-estima, né? Simplifique.

terça-feira, julho 11, 2006

(...Deus dá o frio conforme o cobertô)

E a mão conforme o buraco do bueiro.

Antonina, domingo, nove de julho de dois mil e seis.

A maldade inata do ser inanimado estava atuando naquela madrugada. Depois do show dos Demônios da Garoa, das galinhas mortas subindo aos céus, dos agamamôus, foi a vez do celular do menino cair no bueiro.

Crystina Carolina, como toda boa heroína, resolveu que podia salvar o mundo e passou uns bons tempos tentando enfiar a mão entre os ferros do bueiro. Foi quando, de repente, sua mão entrou. Ela ficou toda orgulhosa - até descobrir que o que ela não conseguia era alcançar o celular ou mesmo retirar a mão dali.

Foram uns bons minutos - não sei precisar quantos, afinal, quem consegue em uma novela? - até que trouxeram o detergente e a água. Pobre celular, 'mas a mão da menina era mais importante'.

Depois de uns puxões, umas torcidas, umas idéias idiotas - como a de colocar fogo no ferro pra aquecer e fazer dilatar (espere, não devia ser o contrário?) -, o braço da garota saiu do buraco.

Crystina Carolina virou lenda. Mito. História pra contar - apesar do lema ser exatamente o contrário: "o que acontece em Antonina não sobe a serra, fica por lá".

Crystina é, enfim, uma garota que faz: merda.

E o celular? Foi recuperado com uma pá de lixo e uma vassoura.

sexta-feira, julho 07, 2006

(...sad but true)


Publicidade e Propaganda virou moda. Conheço uns milhares de publicitários e mais uns trocentos que querem cursar esta habilitação de Comunicação Social.
Pudera, é um dos cursos mais diversificados no "mercado do ensino superior".

Não vou dizer que não é bacana, que não tem seus momentos divertidos. Vou só dizer que o salário não é de vinte mil, que poucos viram Nizans, Dudas, Washingtons, Eugenios e Domingos. Uma coisa é certa: esqueça o horário. Ou melhor, não esqueça do horário: do prazo da campanha, da reunião com o cliente, daquele evento que você tem que ir.

É tanto horário que faltam horas pra acumular mais bagagem cultural. E é exatamente disso que vivemos. Não é estranho? Você não tem hora pra se alimentar (literalmente em alguns dias), mas precisa do alimento pra sobreviver.

Bem, deslumbradinhos pelo mundo da Publicidade, eis aqui minha contribuição do dia. E depois não digam que eu não avisei! Propaganda é legal, mas a realidade é outra.

terça-feira, julho 04, 2006

(...sorte e azar vão me disputar)

E eu não fui capaz
De me mover
Daqui até ali
(Pato Fu)

João Anzanello Carrascoza, Carlos Domingos e Nick Horby quase caíram do banco hoje. Também, não era pra menos. Imagina um carro forte atingir a nossa lateral.

Sim, crianças. Foi um carro forte.
E o Ralado ganhou mais um amassado. Acho que não tem como acionar o seguro sem testemunhas e não deve dar pra fazer o BO depois que o cara do carro forte tirou a tinta vermelha do meu pobre Clio prata.

Primeiros acidentes - em trânsito e envolvendo outros carros - acontecem. E não passa nada pela cabeça do tipo anotar o telefone da senhora que estava no ponto de ônibus e viu tudo. Ou usar aquela máquina fotográfica que vive comigo pra tirar fotos do acidente.

Que azar ter ficado sem bateria no celular bem na hora. Que sorte ter sido só um amassado no carro.

Que azar aqueles dois pedestres à noite terem passado na minha frente. Que sorte eu ter percebido antes de ter jogado - muito - o carro em cima deles.

Que azar não ter me desesperado a ponto de ligar chorando pro meu pai na hora do tumulto. Que sorte ter mantido a calma e ter conseguido trabalhar o resto da tarde.

Sorte, azar. Azar, sorte. Podia ter sido pior. Mas também podia não ter acontecido.

domingo, julho 02, 2006

(...live for the right things. be with the right ones)

A vida não tem fórmula, não tem solução pronta, só tem razões que a gente desconhece.

Um time com todos os craques do mundo não passa das quartas de final. Uma amizade de anos não supera aquela identificação com uma pessoa que você conheceu há alguns meses. A proximidade com uns e o afastamento de outros não tem motivo maior do que simplesmente o ciclo da vida.

Nada faz muito sentido, se analisado separadamente.
Mas que graça teria a vida se fosse feita de fórmulas? Que graça teria saber a resposta de qualquer problema antecipadamente? Qual a graça dos relacionamentos iguais e do Brasil sempre campeão?

A graça de tudo está nas surpresas. Algumas desagradáveis, como a de hoje. E algumas muito legais, como aquela pessoa com quem você não se cansa de falar, mesmo que vocês conversem todo dia.

Gosto de surpresas. Mas sofro de ansiedade, de curiosidade. E não sou lá muito fã de imprevistos...

De mais em mais, só nos resta dar tempo ao tempo, observar o ciclo da vida e esperar pela próxima Copa.

quinta-feira, junho 29, 2006

(...who let the dogs out?)

Dessa vez eu sonhei com cachorros. Vários, milhares deles. Eles saltavam absurdamente alto e conseguiam pular o muro para a minha casa.

Um doberman mordeu o braço da minha irmã, o que significa "mexericos proveniente de amigos". Eu confundi um cachorro/hiena com o meu dog falecido e não tenho a mínima idéia do que isso significa.

Coisa esquisita é sonhar com cachorros. Mas mais esquisito é ir procurar o significado do sonho no Dicionário e descobrir que existem mil e um significados.

Bom seria se os sonhos viessem com legenda. Bom seria se eu conseguisse saber o que evitar durante o dia. Como nada disso é possível, o jeito é lidar com as situações no momento em que acontecem.

quarta-feira, junho 28, 2006

(...yes, it was my way)

I've lived a life that's full -
I've travelled each and every highway.
And more, much more than this,
I did it my way.


Como eu sou boba. Às vezes me pego chorando por um email, chorando porque não posso comprar comida pra todo mundo que passa fome ou porque escolhi uma coisa e, por isso, tive que abrir mão de outra.

Às vezes eu choro porque não posso estar em dois lugares ao mesmo tempo, porque o peso do Mundo é grande demais e eu não consigo suportar tudo. Às vezes choro por bobagem, por um filminho triste que mostra a desgraça da vida. E nenhum filme consegue me fazer chorar mais do que A Corrente do Bem.

Mas hoje me peguei chorando pensando na minha avó. Não, ela não está doente. Fora uma dor no joelho e algumas crises de memória, ela vai muito bem, obrigada.

To think I did all that,
And may I say, not in a shy way -
Oh no. Oh no, not me.
I did it my way.

Minha avó é uma figura. Ela copia as respostas da Cruzadinha na cara dura e diz que é pra, da próxima vez, saber como responder. Ela me conta mil vezes a mesma história de quando era mocinha e explica o valor das amizades, o valor de se escolher o cara ideal pra casar.

Minha avó faz questão de cozinhar todos os dias, mesmo quase chegando aos 80, mesmo com o joelho doendo.

E por mais que eu saiba que ainda temos muitos anos juntas, não posso deixar de pensar que o tempo dela está escorrendo muito rápido. E é a minha única avó viva.

Às vezes ela chora quando a emoção é muito forte. Lembro dela chorando quando cheguei em casa da minha formatura. E sei exatamente o som do choro da minha avó, assim como sei o som do choro da minha mãe e da minha irmã.

Espero não ter que ouvir o choro de ninguém por alguns bons (muitos!) anos - a não ser que seja choro de felicidade. Espera, vó. Logo logo eu te dou mais motivos pra se orgulhar! Espero que a senhora possa conhecer seus bisnetos - vai demorar um pouco, mas chegaremos lá.

segunda-feira, junho 26, 2006

(...neither heaven nor space)

Once upon a time a little girl was born. Actually, she wasn't so little. She was pretty big for a baby. As the years passed by, the girl didn't grow everything she had to. Now, she's a little short. She'll never make it to the NBA.

But the girl was born with a natural sense of humor. And let's face it, she had charm. She could wrap everyone she DIDN'T want around her (long) fingers. But never those she wanted...
She'd get shy and act weird and that's not the recipe to make people fall in love with you.

One day, the girl thought that living alone was sad. So she moved to a place Far Away, to rescue an old lady. But in that place, she never had her own room. She just occupied another's. And she lost her old room in her Old Town. Now it belongs to her sister...

And sometimes, the little girl feels sad 'cause she doesn't know where she lives. She has no room, in any of those two places. Sometimes she misses her mommy. And sometimes she misses her pillow.

She just plain misses her home. But the thing is, she doesn't know where her home is anymore.
She wants to stay. But she wants to go. She has friends here. But she misses her bed there. Here there's tv and computers. There she has her sister to yell at, to bite, to hug, to bother.

I don't know if I want to live in Oz or Kansas, Toto. I don't think I can choose.


(...reality's a matter of a clarity of mind)

Eu não sou boa com pessoas, eu sou boa com palavras. Não sou boa com garotos, sou uma grande conquistadora de crianças. Não sou a que mais fala sobre si, mas posso ser uma ótima ouvinte, uma ótima amiga - desde que você não dependa que eu saia de casa todo dia, a toda hora, só pra te ver e que ature minhas crises egoístas e existenciais.

Meu ser virtual é ótimo. Eu sou mesmo uma figurinha, cheia de graça, de simpatia, de piadinhas infames. Meu ser real é sombrio, fechado, com cara de garota metida, birrenta.

No fundo, são só fachadas. Não sou tão simpática quanto meu lado virtual demonstra e nem tão antipática quanto o real aparenta ser.

Não sou tão humilde, mas nem tão modesta. Não me acho bonita, só me acho normal. Não me acho inteligente, acho que o mundo é burro.

E grande parte de mim acredita que tudo se resolve com o tempo. Mas uma pequena parte detesta esperar o tempo necessário para que as coisas se resolvam.

Não me vejo escolhendo outra profissão, mas não acho que fiz a escolha certa. Ainda questiono a minha capacidade de escrever sobre pacotes turísticos para lugares que nem conheço, mas é tudo uma questão de adaptação, não é?

Todo mundo fica lindo de maquiagem e com a roupa e corte de cabelo certos. Todo mundo parece inteligente fazendo pose e usando óculos. Todo mundo usa máscara.

Eu me recuso a usá-la aqui. Já basta ter que fingir pro mundo que sou invencível.

(...i only own my mind. i am mine)

Estou sempre em dúvida. Sempre.
Parte de mim quer fugir, pegar o atalho, deixar pra lá. A outra insiste em ficar, em lutar, em enfrentar a vida de frente. Parte de mim deseja ser sonsa, idiota. A outra parte detesta o que essa parte pensa.

Capricórnio, ascendente em peixes.
Como se só isso explicasse o paradoxo das múltiplas personalidades. Como se isso explicasse a indecisão, a insegurança, a fonte de auto-crítica e, ao mesmo tempo, a sensação de ser inatingível, superior.

É como se eu fosse o Yin e o Yang de mim mesma. Como se tudo em mim fosse feito de opostos: o mau humor e a palhaçada, a menina e a mulher, a Rainha do Gelo - que não demonstra nada, nunca - e a garotinha que sempre busca aprovação, que tenta agradar de toda forma, que faz tudo por quem ama.

A realidade é que eu não aguento mais dizer que quero e no próximo minuto estar de malas prontas mentalmente. E o pior é que eu não consigo parar.

F.u.c.k.i.n.g. s.h.i.t.

Estou cansada de me questionar, de ser a guilhotina e o condenado, de ser a crítica e o criticado ou o júri e o réu. Dá pra desligar alguma das metades, só por umas horas? Assim talvez eu não me sinta tão controversa à mim mesma...

Simplifique, garota.

quinta-feira, junho 22, 2006

(...a ordem dos fatores não altera o produto)

Mudei de msn há algum tempo e, a princípio, só adicionei as pessoas com quem converso freqüentemente. Os outros da lista - da minha lista de quase 200 pessoas - acabei deixando pra trás.

Com o tempo, fui adicionando mais e mais gente. Gente que perguntava meu msn no orkut, gente com quem eu "dialogava" por blogs, gente que baixou música no soulseek e resolveu que meu gosto musical era bacana e valia uma conversa prolongada.

Tudo isso me rendeu 90 contatos e uma nova amiga internacional (que anda meio sumida). Rendeu também dor de cabeça. Às vezes esqueço de colocar BUSY MODE: ON e surgem milhares de janelas na minha tela. E é justamente quando o chefe tá ao lado, o que não é nada legal...

Mas não é disso que quero falar. A idéia inicial do post era demonstrar como até mesmo a classificação dos meus contatos no msn - e no orkut - é confusa pra mim. Não sei se coloco aquela amiga no grupo "Antigo Trabalho" ou deixo no grupo "Amigos". Não sei se encaixo minhas melhores amigas no grupo "Família" ou deixo no "Amigos" mesmo. Não sei se coloco o Cris no trabalho ou nos amigos. Os amigos que roubei dele, no "Turma do Cris" ou no "Amigos de Amigos". Nenhuma classificação faz lógica! Não na minha cabeça bagunçada!

...outra coisa que percebi com essa bagunça toda é que, não importa pra qual meio eu tenha migrado, sempre levo comigo o meu amigo alemão, Manuel. Já faz uns 6 ou 7 anos que a gente se conhece "virtualmente". Cool, huh?

...e por falar em Alemanha, o Brasil jogou muito melhor hoje. Estou quase orgulhosa!

quarta-feira, junho 21, 2006

(...iMEUDEUS)



...e eis que surge alguém pra apontar pra caixinha de conexão wireless dos MACS e proclamar: é um minibook!

quinta-feira, junho 15, 2006

(...did i pass the acid test?)

Confesso: sou uma grande fã de testes. Teste de fidelidade, teste de anemia, teste de sanidade. Já testei meu QI, meu senso de humor, minha religião. Já fiz teste pra saber qual a minha vocação, pra ver qual signo combina comigo e até pra saber que tipo de mãe serei.

Testes - em todas as suas formas - são bem engraçados. Eu me divirto um monte com os resultados - até quando eles não parecem bons e proclamam que sou antisocial!

Mas o que posso fazer se, apesar de todos os testes que fiz, ainda não aprendi a manipulá-los?

You Are Chocolate Chip Ice Cream

You are kind, popular, and generous.You tend to be successful at anything you try.A social butterfly, you are great at entertaining a crowd.
You are most compatible with strawberry ice cream.

(...jobs, james and drinks)

Às vezes criar um anúncio é bem mais difícil do que parece - ainda mais quando você não tem todas as informações que precisa.

Mas depois de um dia - ou três - de trabalho, é sempre bom anestesiar o cérebro com musiquinhas, luz de strobo e uns 4 copinhos de cerveja.

Damn, só não precisava ter chacoalhado tanto a cabeça ou acertado a nuca no balcão do bar.

Ah! O James aumentou a entrada. Que popezinhos que eles são! Tão achando que véspera de feriado é pra cobrar mais caro? Ou que eles tão na moda e podem instituir a entrada a R$6 no meio da semana? Quarta rock, né?

Tô falida, fud1d4 e com sono. Pelo menos já fiz xixi.
E o aniversariante? Esse passou mal.

terça-feira, junho 13, 2006

(...who will be the one to marry me?)

Crystina Carolina passou 12 de junho sozinha (ou quase). E o pior de tudo é que se casou com trabalho e esqueceu que 13 de junho era dia de fazer promessa.

Promessa pra achar o príncipe encantado, pra arranjar namorado. Promessa pra ter alguém, pra não perder o amor, pra amarrar aquele ficante. Crystina sabe que existe simpatia pra tudo, é só procurar no Google.

Mas Crystina Carolina perdeu a hora. Perdeu o dia. Perdeu o bonde. No fundo, não se sente preparada pra acomodar outra pessoa na sua vida, para abrir mão de seu jeito mimado, pra dividir a si mesma com outro alguém.

Crystina Carolina é uma garota de escolhas: escolhe todo dia isolar o mundo e continua esperando pelo príncipe encantado, pelo cara que preencherá a vaga de par ideal na novela.



(...ainda estou pensando se isso está muito longe no script)




Feliz cinco minutos finais de Santo Antônio!
Espero que você tenha feito seus pedidos.

(...i am the walrus. goo' goo' good job!)

Sou uma cabeça oca: deve ser por isso que os elogios entram por um ouvido e saem pelo outro, sem nem mesmo reverberar dentro da caixa craniana.

De qualquer forma, é muito bom saber que você causou uma boa impressão no "chefe" ao matar seu primeiro job. É bom saber também que ele valoriza sua opinião e que ela até contribui para o trabalho da equipe.

Não achei que fosse ganhar um "parabéns" logo de cara. Mas também não achei que ia me integrar tão fácil à vida de agência e almoçar pizza no meu segundo dia.

No fim, o cliente pode não ter aprovado as peças (todo mundo sabe como é cliente), mas isso não afeta a opinião do Diretor de Criação :)

quinta-feira, junho 08, 2006

(...somewhere over the rainbow)

Toto, eu tenho a impressão de que não estamos mais no Kansas.


Dr. Mark Green faleceu ontem à noite. Provavelmente não foi ontem, mas estavam reprisando o episódio em que ele morre.

De repente me deu uma tristeza.

Ao contrário do Otávio Jordão, o Mark não vai voltar - eu acho. E ver o Peter Benton, o Carter e a Susan no enterro foi como ver E.R. (Plantão Médico) nas suas primeiras temporadas. Os personagens principais estavam lá, faltavam só Doug e Carol - e o Mark, que supostamente estava no caixão.

Depois de 11 anos de série, é como se os personagens fizessem parte da sua vida. Aconteceu com Arquivo-X, acontece com Gilmore Girls e foi assim também com E.R. e Friends. Eles eram meus amigos, droga! Me faziam rir - ou chorar, ou ter medo, ou acreditar - quando apareciam na telinha. Quem esses autores pensam que são pra matarem meus personagens favoritos?

Hmpft.

(...descobertas)

eu uso laquê. eu não sou normal.
:D

quarta-feira, junho 07, 2006

(...i'm gonna start a revolution from my bed)

Nunca fui fã de política, de revolução, de guerra. Acho que a mídia manipula, que a massa é burra e que o povo sofre.

But you see, não acredito em mudança pela violência. Quem paga são os laranjas. E os manipuladores, os cabeças, saem livres. Não acredito em invasões, em depredação e nem em revolução armada. As táticas de guerrilha pra mim são o cúmulo! E movimentos como o MST ou o daqueles estudantes que invadiram a Reitoria são inconcebíveis.

Talvez porque eu seja uma pessoa racional. Talvez porque eu não acredite em promessas de políticos - e pode ter certeza de que sempre tem um petista no meio das "manifestações" (se não for petista é dissidente). Ou quem sabe eu seja só uma burguesa, conservadora de direita, que votará no Alckmin nem que seja pra vê-lo perder pro Lula.

Toda pessoa tem direito a defesa de seus direitos. Mas quem tenta ganhá-los à força, pra mim perde a razão. E se perdeu a razão, ficou sem direito.

E essa massa, tão manipulável, me dá nojo. Desgosto. Às vezes sinto asco por ser humana. Ai lembro que nem todo mundo é rebelde sem causa, que nem todo mundo acha que depredar - sem motivo, sem razão - é uma forma legal de passar o dia.

No final, não é o dinheiro destes pobres coitados que está sendo gasto (muitos nem imposto pagam! e a gente ainda paga pra eles! bolsa família, bolsa educação, vale-gás, luz fraterna e tantos outros programas que não resolvem o problema). É o nosso que vai pro ralo cada vez que um vidro é quebrado e precisa ser reposto. Cada vez que um terminal de computador é destruído por ignorância.

EU ODEIO GENTE BURRA!
E tenho dito. Porra!

(...todos os dias é um vai e vem)

A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar

Depois do dia da besta vem o dia da abestada. Só eu mesma pra sair correndo pro aeroporto sem pentear o cabelo. Numa dessas, vai que eu encontro meu prince charming, né?

Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar


E não é que tinha um gatíssimo lá? De pullover, camiseta básica, calça jeans clarinha e all star, tinha maior cara de moleque e lançou um sorrisinho bobo na minha direção, enquanto eu ria da situação ao redor, da típica cena de filme americano.

Enquanto alguns esperavam com seus papéis de nomes de pessoas ou empresas, outros retiravam suas bagagens e empurravam seus carrinhos, sem se importar em que pé eles passariam por cima. No meio dos abraços, da espera, dos beijos, haviam também políticos e publicitários, além de um segurança pra lá de autista. Coisas de aeroporto.

Ultimamente tenho passado tanto tempo lá que já estou até decorando o texto da moça do alto-falante.

Vôo 3881, proveniente de Brasília. Vôo tres-ocho-ocho-uno de Brasilia. Flight three-eight-eight-one from Brasilia...

(...i'm going through changes)

Gastrite de Publicitária 1.0 não é melhor nem pior que de Perdida 2.2: as causas é que são diferentes.

Ainda bem que o remédio é sempre o mesmo.

terça-feira, junho 06, 2006

(...six, six, six, the number of the beast)

Os passarinhos cantam lá fora. Parece que vai fazer frio. Nada de muito diferente para uma manhã de "inverno". É por isso que nem me liguei na data e na profecia de que o mundo acaba hoje, afinal o mundo como o conhecemos está acabando desde sempre - e a degradação é tão lenta que a gente nem percebe.

O que me fez rir foram as comunidades que surgiram no Orkut sobre o dia. E o perfil de um amigo meu que resolveu colocar uma foto de zumbi.

Olhem só o que achei num dos tópicos da maior comunidade sobre o assunto:

"Isso mesmo... brinquem com o desconhecido. uma hora, uma dessas profecias vai acontecer. aí... vou ter muita pena de vcs. Desperdicem mesmo o tempo precioso que vcs tem"

Ora, pois, se o mundo está acabando, como é que ele vai rir, se ele também será extinto?
Ai ai ai, esses humanos, viu?


In time: lembrar de sair com o cd do REM, just in case. Se o mundo não acabar, pelo menos até o fim do dia eu já consegui acompanhar o Michael em "It's the end of the world as we know it" (ou não, visto que eu tento há anos e até agora não consegui! :P).

quinta-feira, junho 01, 2006

(...but i fear i have so much to lose)

Quais são as 10 coisas que você mais teme na vida? O que te dá calafrios? O que te faz perder o sono a noite?

Eis aqui minha lista, recém formulada:
(com o passar do tempo posso adicionar ou remover itens dela, mas essas são as coisas que temo no momento)

1) Perder pessoas que amo ;
2) Ver quem eu amo sofrer e não poder fazer nada ;
3) Morrer e fazer quem eu amo sofrer (veja bem, meu medo não é *MORRER*, é fazer sofrer quem eu amo, o que pode ou não ser a mesma coisa que o ítem 2) ;
4) Freddie Krueger ;
5) Jacqueline Saburrido ;
6) Espíritos ;
7) Solidão total, embora a parcial seja muito valorizada de vez em quando ;
8) Passar a vida inteira sem saber pra que eu nasci, sem descobrir qual a minha profissão "ideal" ;
9) Não achar a tampa da minha panela ;
10) Ter que viver de mesada e não ter dinheiro pra sustentar meus (futuros) filhos.

Tá, a lista parece meio insana. Mas ainda vou listar tudo com mais calma.
Por enquanto, that's all folks!

(...fear of the dark)

I have a constant fear that something's always there
I have a phobia that someone's always near.

Aquilo que mais me dá medo, é o que mais me atrai.
Curiosidade é mesmo foda. Mas minha memória fotográfica é pior.

Só de citar o nome da garota, já me vem aquela imagem horrível do email.
Não procurem por Jacqueline Saburrido.


Eu disse NÃO PROCUREM!
Mas caso você já tenha ido até o Google, sabe que é uma das coisas mais aterrorizantes de se ver. Pelo menos foi pra mim.
Não importa se tenha visto o email há 6 ou 7 meses, ainda lembro das imagens com detalhe.

E pode apostar que vou sonhar novamente com a garota. Que vou ter, novamente, pesadelos com seu rosto desfigurado.

No fim, existem coisas piores do que a morte.
Perdão, Táta, por aterrorizá-la!

quarta-feira, maio 31, 2006

(...leave, but don't leave me)

De repente me dá um aperto no peito. Uma vontade de sumir.

São as incertezas: do futuro, da vida, dos sentimentos. E as certezas: de que o tempo passa, de que não sou mais tão necessária, de que a ausência já virou costume.

É uma saudade tão grande que dói. É o saber que a vida é assim.

Às vezes vocês andam mais junto, às vezes passam meses sem se falar. Aquela pessoa com quem conversava diariamente, que foi tão importante na sua adolescência, que te viu crescer, que te fez ver o mundo de outra maneira, já não tem mais tanto contato assim contigo.

Outras pessoas surgem. Outros pontos de vista, outros papos. Você se distrai e acaba esquecendo da falta, da ausência. Mas fica lá, aquele vazio todo. Aquele lugar reservado para melhores amigos, para amigos-irmãos. E de vez em quando - só de vez em quando - você se revolta com a vida. Com o fato de que o tempo passa e as pessoas se distanciam. E você fica triste com isso porque no fundo, no fundo, quer ter todos a quem ama por perto.

Mas "por perto" e "todos" nunca parece possível. Nem em datas importantes, como a sua formatura.

E eu ainda não esqueci do que você me disse. Mas como pode você me amar se nem mesmo parece sentir a minha falta? E pra que sirvo eu, senão pra "amortecer" o peso da vida com piadas idiotas - feitas só pra alegrar meus amigos?

Pior do que a saudade, deve ser o ciúme.

domingo, maio 28, 2006

(...oh my dreams are never quite as it seems)

A incongruência dos sonhos: aparentemente sonhar com um algo inofensivo - como um dente - significa tragédia. Mas se você sonhar com uma jovem sonhando com um demônio, significa que logo ocorrerá um casamento feliz.

Agora eu me pergunto: como é que chegaram a essas conclusões? Quem foi que sonhou todos estes sonhos pra saber? E o que diabos tem um dente a ver com a morte de alguém?

Aff. Vou parar de me esforçar pra lembrar dos sonhos. A cada dia as interpretações ficam piores.

(...you can't say I haven't tried)

Perhaps I tried too hard

Conheci o cara dos meus sonhos hoje: lindo, alto, engraçadinho, tudo de bom. Mas aposto que se tivesse conversado com ele, descobriria que o sorriso não me agrada, que o perfume dele me dá alergia, que ele fala errado ou é mané.

Entende o que eu digo? Passo tanto tempo procurando o cara perfeito que, pelo rumo das coisas, não vou casar nunca. E casar é legal.

Eu quero a família: o marido, as filhas. E eu quero agora, enquanto ainda tenho paciência pra ficar de pé - mesmo com o sapato de bico fino me matando - vendo as crianças dançarem, enquanto ainda tenho coluna pra me abaixar e ficar brincando de "jacaré" ou pra sentar no chão e brincar de boneca.

Mas agora não vai acontecer pelo simples fato de que sou exigente demais. Ou de que o príncipe encantado - ou o sapo que vai se transformar em um - ainda não apareceu. E sinceramente, estou cansada dos sapos errados.

Não é como se eu acreditasse na idéia do cara perfeito. Só acho que existe um cara perfeito pra mim, com defeitos suportáveis ou por quem me apaixone a ponto de ignorar as falhas.

Não é pedir demais amar alguém e desejar envelhecer com a pessoa, certo? Não é pedir demais alguém que vá ao cinema contigo, que ature os programas de família, que vá no casamento daquele seu primo e até dance umas músicas bregas só porque faz parte da festa. Alguém que entenda que você gosta de Prince, de Tom Jobim mas também não dispensa um bom e velho rock 'n roll. Um cara que não se afunde em drogas, que não tenha que beber pra ficar com você, que não ache fidelidade coisa do passado e que até elogie outras mulheres, mas saiba que você é a mãe ideal dos filhos dele. Um cara que te atraía, não só fisicamente, mas espiritual e mentalmente também. Alguém com quem você possa conversar sobre o nada ou em quem confie o suficiente pra ficar em silêncio e até dormir ao lado, sabendo que nada vai te acontecer e ele não vai pensar menos de você por isso. Não acho que seja demais pedir por alguém assim.

Mas talvez seja.

segunda-feira, maio 22, 2006

(...hits you when you're down)

It's a fool's game
Nothing but a fool's game
Standing in the cold rain
Feeling like a clown.
It's a heartache

Ninguém - absolutamente ninguém - no mundo tem capacidade maior de te fazer sentir mais especial do que a sua mãe. Mas ninguém no mundo sabe como te deixar mal do jeito que ela sempre consegue.

Conheço o jogo. Todo o jogo. Talvez porque sejamos tão parecidas. Talvez porque tenhamos convivido por longos anos. Talvez porque eu seja parte dela.
Mesmo assim, mesmo sabendo as jogadas, prevendo o golpe, NUNCA deixa de funcionar.

And I always feel sorry for my sorry ass.

É como se só ela conseguisse acionar o botão guilt do meu cérebro. Ela e eu, claro.
Não podia ser mais perfeito.

E quem precisa de um mundo pra julgá-lo quando você tem a si mesmo e - na falta de auto-senso crítico - sua própria mãe?

Estou sendo injusta. Mas doeu.
That's why I run. All the time.
That's why I cry. Even when you don't see tears running from my eyes.

(...vem de repente um anjo triste perto de mim)

Não me dê atenção
Mas obrigada por pensar em mim.

É um não. É a falta de experiência. É o vermelho da conta. E a lista de coisas que quero. É não ter o que fazer. É sentir-se inútil. É o Otávio que morreu. E o Dé que vai partir. É o aperto no peito, a sensação de perda, a tristeza sem fim. É tudo isso que hoje me irrita, mas que amanhã pode, deve e será diferente.

É a angústia de esperar por um amanhã que nunca chega. Talvez seja isso que me irrite. Em alguns casos, não sou muito paciente.

Ou talvez sejam só marés de mau humor.


Quando tudo está perdido,
Sempre existe um caminho.


Eu sei, passa.

quinta-feira, maio 18, 2006

(...adeus você)






Eu hoje vou pro lado de lá.
Eu tou levando tudo de mim que é pra não ter razão pra chorar.
Vê se te alimenta e não pensa que eu fui por não te amar.

Achava que estava tentando o papel errado da novela. Não nascera pra ser mocinha, talvez coadjuvante. Se tudo na novela dá certo no final, quando será o fim da vida?

Sempre achei que os mocinhos deveriam ficar com as mocinhas. E a coadjuvante viajaria pelo mundo a curar seu azedume.

Talvez seja hora de levantar vôo.

terça-feira, maio 16, 2006

(...get balsamic vinegar, quickly you fool)

[Déjà vu: impressão de já ter visto ou experimentado algo antes que aparentemente está a ser experimentado pela primeira vez].


Sentada no bar, no meio do aniversário, sentiu como se já tivesse visto aquela cena. Com o mundo passando em câmera lenta, foi quase capaz de prever o que aconteceria depois.

Fazia tempo que não sentia isso.

segunda-feira, maio 15, 2006

(...i should have known better)

I should have realize a lot of things before
If this is love, you gotta give me more.
Gimme more, hei hei hei.
(Beatles)

Guilherme Leonardo Tascho Reis não sabia se casava ou comprava uma bicicleta. Como todo herói de novela mexicana, dava muitas voltas para chegar ao fim. Crystina Carolina Soledad estava cansada de toda esta enrolação de folhetin, mas achava que poderia dar certo.

Um belo dia então - não tão belo, pois era uma segunda-feira - ela acordou e lembrou do sonho que teve. E ficou triste por ser apenas um sonho. Mas talvez ela tenha sonhado com o fim da novela...

...com o dia em que Guilherme Leonardo acordará de um sono profundo e descobrirá que Crystina Carolina é a garota mais legal da novela inteira.


It was just my imagination...
(Cranberries)

(...she loves you yeah yeah yeah)



With a love like that
You know you should be glad.


Aos 22, passei 4 meses da idade da minha mãe quando me teve. Passei anos da idade da Lorelai Gilmore quando teve a Rory. Tudo bem, a Lorelai e a Rory são ficção - mas a minha mãe não.

Não nego que sou maluca, doente, apaixonada por crianças - assim como a minha mãe. E, embora eu tenha sido um bebê difícil, nem por isso ela desistiu da idéia de que filhos eram uma boa idéia! E já que somos tão parecidas, eu não podia pensar diferente. Me imaginar diferente. Minha(s) filha(s) já tem nome. A forma de educar já foi traçada. E se eu conseguir ser 10% do que minha mãe é pra mim quando tiver a Clara (e a Pietra), me darei por realizada.

Por enquanto, hang on, Baby girl! Ainda estou procurando seu pai perfeito e o meu marido ideal.


E feliz dia das mães, mãe. Espero que você seja avó logo.
(meio atrasado mas fazer o que? você não iria gostar se eu fugisse da festa pra te escrever uma homenagem).

sexta-feira, maio 12, 2006

(...god put a smile upon my face)

A vida é feita de escolhas.

Ir ou ficar. Sonhar ou acordar. Acreditar ou questionar. Gastar ou guardar.
Ainda bem que de algumas coisas você não precisa abrir mão.

- Um strudel de maçã e um de banana, por favor.

terça-feira, maio 09, 2006

(...and I'm not so suicidal after all)

So to hell with what you're thinking,
And to hell with your narrow mind,
You're so distracted from the real thing,
You should leave your life behind, behind.
'Cause I'm free to decide.
I'm free to decide.

De todas as coisas que mais irritam os meus amigos, a minha insegurança é, com certeza, a pior. O meu poder de 'desconfiança' de mim mesma e a minha capacidade de dramatizar até mesmo a mais simples das situações são fenomenais.

A vida pela minha ótica pode ser rosa ou azul. Posso decidir mostrar ao mundo que sou foda e assim conquistar milhões de pessoas ou posso acreditar que sou mais um ser medíocre na face da Terra.

Eu sei da minha capacidade de encantar os outros. De ser simpática, agradável ou parecer bonita. De fazer piada, de ser a rainha das tiradinhas, de surgir com o maior número de informações inúteis no menor espaço de tempo (sabia que a Thalia tirou as costelas pra ficar mais magra?).

Mas o que eu sei, qualquer um pode saber. Meu cérebro mais parece o Google do que um cérebro de gênio. E o que os outros chamam de inteligência, pra mim parece óbvio.

Consegue consertar uma impressora por telefone? Óbvio. Arruma fotos no Photoshop? Óbvio. Consegue juntar duas ou três palavras e fazer um texto coerente? Que ótimo! A maior parte das pessoas inteligentes também!

O que, então, me faz especial? Se tudo que eu acho que sei é óbvio...

Eis a questão, amigos. Se eu não confio muito nos meus "dons", é porque não acredito que o que possuo seja isso. Não é "dom" se você acha na internet. Não é "dom" se milhares de pessoas tem igual. Não é dom conhecer uma porrada de bandas e saber um monte de nomes de seriados e de personagens. Não é dom acumular conhecimento inútil. E não é dom saber que existem milhões de outras coisas que você deveria saber e você nem se interessa...

Talvez meu dom seja o de fazer rir - ou chorar de raiva - os meus amigos. Talvez eu tenha o dom de irritar as pessoas. Tenho certeza de que irritei pelo menos três com este post.

E nem adianta vir com o tratamento de choque. Prometo que me calo, mas isso não quer dizer que eu vou deixar de pensar tudo que disse acima.

(...e não é que procurando como escrevia fraude em inglês achei uma maluca que pensa exatamente como eu? here's her "post")

Yep. I do feel like a fraud. But then again, who doesn't?
Não é como se eu fosse deixar de viver só porque ainda não atingi a perfeição...

(...this monkey's gone to heaven)

And if man is 5,
Then the devil is 6.
Then God is 7
(Pixies)


Agnóstico. Ateu. Católico. Judeu. Espírita. Muçulmano. Neo-paganismo ou humanismo?

De onde vem a sua fé? No que você acredita, o que te move? De onde vem sua força quando o mundo ao seu redor parece confuso demais? O que te faz seguir em frente? O que te inibe? E o que te ensinaram quando pequeno?

Jesus, were you just around the corner?
Did you think to try and warn her?
Or are you working on something new?
If there's an order in all of this disorder
Is it like a tape recorder?
Can we rewind it just once more?

(U2)

No meio de vários spams, sempre recebo os religiosos. Passe em frente, senão Jesus vai saber que você sente vergonha dele. Passe em frente e não zombe, senão você vai morrer como John Lennon, Tancredo Neves ou mesmo o antigo vocalista do AC/DC. Passe em frente, se você acredita. Passe para mostrar ao mundo que você tem fé.

Ora, sempre me pareceu uma bobagem essa história toda de "Deus vai te castigar se você não enviar o email que alguém te mandou". Se o seu Deus é assim, me perdoe. Achei que Ele tivesse mais o que fazer do que castigar alguém por não encher a caixa de entrada dos outros...

Não tenho certeza ainda da fé que me move. Ou se ao menos tenho fé. De repente tudo parece uma grande bobagem. Parece ingenuidade demais acreditar que uma força superior é responsável pelo seu destino quando milhões de pessoas estão sofrendo no mundo. Parece burrice deixar seu futuro nas mãos de Alguém que tem mais 6 bilhões de pessoas para cuidar - e não estou contando as outras formas de vida da Terra ou do Universo.

Ask yourself
Will I burn in hell?
Then write it down
And cast it in the well.
(Queens Of The Stone Age)

Então por que tem coisas que ainda fazem sentido? Por que acho que tem sempre algo ou alguém cuidando e zelando por mim se desconfio até de Deus? (vou pro inferno depois dessa, certeza).

A verdade é que estou cansada deste papo todo de igreja.
Colabore com seu salário e a misericórdia divina atuará em sua vida. Pague o dízimo em dia. Faça doações periódicas durante a missa. Abrace seu irmão ao lado, mesmo que você fale mal dele depois. Erga suas mãos para o céu e louve. Encaminhe emails e Jesus te recompensará.

If God had a face what would it look like
And would you want to see
If seeing meant that you would have to believe
(Joan Osbourne)

A única explicação que atualmente parece plausível é a do Espiritismo.
Somos espíritos encarnados, na terra para cumprir nossa missão. Temos nosso "karma", nossa quantidade de dívidas para pagar, nossas lições para aprender e a busca do conhecimento para evoluir. Os espíritos queridos sempre voltam pra perto. E os mais evoluídos estão sempre cuidando da gente.

Bem, faz tempo que não te vejo. Uns 10 ou 11 anos, para ser mais precisa. Mas nesse tempo todo não deixei de acreditar que você está comigo sempre. Zelando e olhando por mim. E tenho fé de que, algum dia, a gente vai se ver de novo.

Miss you, grandpa.

sexta-feira, maio 05, 2006

(...I'm getting tired and I need somewhere to begin)

Eu tinha a música. Só não tinha o que escrever no post. Até resolver procurar posts com o mesmo título.

Foi ai que me dei conta de que hoje faz um ano. Um ano desde que comecei o blog. Um ano de "diarinho" virtual.

Mais do que escrever pros outros, o espírito do blog é escrever. Treinar a escrita, a colocação de "idéias" no papel de forma ordenada. Serve também como auto-análise. Como forma de reflexão sobre o que se passou neste intervalo de tempo.

Vez ou outra venho até aqui e releio tudo que escrevi. E, embora às vezes não concorde com as minhas conclusões, pelo menos sei o que se passou em determinado período. (I'm getting old, em vez de "memória tenho 'vagas lembranças'".)

Confesso, mea culpa. Quase 100% dos textos são reflexões sobre a vida, se não verdadeiras, um tanto depressivas. Mas ei! Não foi um ano fácil...

...e eu não tenho por quê escrever coisas felizes no blog. Meu cérebro não tem problema com felicidade! Alegria é pra ser vivida, não comentada. E como o princípio de tudo é ordenar pensamentos conturbados, só vem pro blog o que me perturba.

Ta aí! Algo que eu sempre quis dizer e nunca tive motivo: dane-se os meus posts tristes. Dane-se você que acha meu blog patético e minha vida frustrada ou frustrante. Eu não acho.

(Pronto. Sinto como se tivesse, finalmente, tirado aquele grito que ficou preso na garganta.)

Feliz aniversário, bloguxo.
Long live to my blog!
Que você continue sendo o lugar onde eu coloco as perguntas, para depois procurar as respostas.