sexta-feira, março 31, 2006

(...borboletas na janela)





"Com o tempo você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou mulher da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo e não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você..."

Se todo mundo seguisse este conselho, ninguém estaria procurando. E se ninguém está me procurando, ninguém vai me achar.

Então é melhor mesmo eu procurar sozinha, porque caçar borboletas é sempre mais divertido do que ficar sentada esperando, vendo o mundo passar.

(...smells like love)

Gosto do cheiro de café recém-passado, de churrasco aos domingos, de grama molhada, de chuva pra cair. Gosto de Dimitri, pra homem, e de Carpe Diem, pra mim. Gosto do cheiro de pão quentinho, do gosto do meu cachorro-quente favorito e principalmente das quartas-feiras.

Gosto de palavras, de sorvete em dia quente, de caminhar por horas a fio - olhando a paisagem, contemplando as pessoas, vendo vitrine. Gosto de pensar que tudo posso, que meu mundo é só meu e lá é tudo mais divertido.

Gosto de ver meus amigos felizes, de sonhar com o namorado perfeito, de me encantar com a idéia de amar. Gosto quando meu mundo fica cor de rosa - embora esta não seja minha cor favorita - e quando meu pensamento voa a cada dois minutos em certa direção.

Gosto de pensar em você, de ouvir música, ver tevê. Gosto de fazer rimas e de mandar emails desconexos.

Gosto mesmo é de escrever! Sobre nada, sobre tudo, mas principalmente sobre você. :)

[Note to self: ah! a adolescência...]

quinta-feira, março 23, 2006

(...you better hold on to your promises)

Because you bet
You'll get what you deserve.

Não entendo a exata lógica do mundo. Acho que a chantagem emocional sempre funcionou muito bem comigo. Espere, não acho. Tenho certeza.

Se você me disser "se você não for, vou ficar triste" ou "você é importante pra mim, queria muito te ver lá", pode saber que largo tudo e corro pro seu lado.

Dinheiro a gente empresta. Momentos com os amigos - estou falando dos inesquecíveis - a gente quase nunca tem. Então quando a oportunidade surge, não vou ficar regulando alguns trocados pra ir ver aquele amigo sabendo que se eu me esforçasse conseguiria, certo?

Não é exatamente uma crítica as minhas amigas. Nem tenho o direito de exigir nada. Às vezes só acho que, pelos amigos que amo, faço mais do que deveria, justamente por gostar demais.

Como diz a Vanessa da Matta, "se você quiser eu largo tudo, vou pro mundo com você". É mais ou menos assim que as minhas amizades funcionam.

E que droga de dia para contestar amizades! Eu amo vocês, me dêem atenção! A mesma que lhes dedico :D

[Nota: parece que todo capricorniano é assim: difícil de conquistar, mas quando você consegue, tem nele um amigo pra vida toda!]

(...a friend in need's a friend indeed)

Cada amizade é única. Cada amigo é um.
O seu amor por mim não tem nada a ver com as suas conversas com outro - ou outra. Os nossos papos não são os mesmos que os seus com eles.

Com cada amigo há um tipo de conversa pré-estabelecido. Você não vai chegar falando daquele seu corte de cabelo aos 4 anos se só conhece o amigo há pouco tempo.

Então, por que tanto ciúme? Por que o aperto no peito quando vê seu amigo conversando com outro se você sabe que isso não influirá em nada no lugar que você tem na vida dele? Por que o medo da substituição se as coisas que você viveu com o amigo dificilmente outro viverá?

Talvez porque, no nosso mundo, as coisas sejam passageiras. Talvez porque nem todas as amizades duram pra sempre. Ou porque as pessoas se afastam conforme suas visões e perspectivas de mundo e de vida vão mudando.

Talvez seja só você que sente seus amigos se afastando, sente como se estivesse ficando pra trás.

A cada dia novos navios - cheios de pessoas que podem se tornar suas amigas - atracam no porto. E a cada dia velhos amigos se vão.

Você perde um pouco mais de contato com aquele que conversava diariamente. Deixa de saber coisas simples, como um novo curso que o amigo decidiu começar. Logo perceberá que ele se casou, você não foi convidado - provavelmente porque foi considerado um amigo distante na época e não faria diferença sua presença ou não no evento - e você só descobriu porque achou um amigo em comum, que acabou contando a história.

Alguns navios atracam mais de uma vez em nossas vidas. Alguns permanecem por um tempo. Mas ah! os outros navios! Aqueles que querem levar pra longe os navios do meu porto! Vontade de esganá-los, mesmo que, no fim, eles sejam navios legais.

No fim, eu sempre gostei de ter todos os meus "brinquedos" e todos os meus "navios" disponíveis quando eu quisesse. Mesmo se eu não os quisesse. E o meu zêlo, ciúme e egoísmo com o brinquedo é diretamente proporcional ao amor que sinto por ele. Ao valor que lhe dou. Então, se hoje sinto ciúmes, é porque amo demais.

Em todo caso, acho melhor segurar a TPM, antes que eu exploda com um navio novo.

quarta-feira, março 15, 2006

(...it's you when I look in the mirror)

And it's you when I don't pick up the phone.
Sometimes you can't make it on your own.

Às vezes tenho dúvidas sobre quem sou. Não sei se sou a garota tímida, a palhaça que faz todo mundo rir, a menininha insegura ou a cdf de plantão.

Hoje, é claro, tenho certeza de que sou tudo isso. E muito mais.

Sou a garota que ergueu a placa engraçada na própria formatura. A melhor aluna das duas turmas. A menina que conseguiu a aprovação dos pais. Sou também aquela que morreu de vergonha quando chamaram seu nome lá na frente.

Formaturas posso ter aos montes, dos mais variados tipos e cursos. Mas ganhar uma medalha de primeiro lugar não é algo que aconteça todo dia.

Como disse o Lydio, cantando a tão famosa Balada do Louco, eu juro que é melhor não ser um normal se eu posso pensar que Deus sou eu. Se sou muito louca por pensar assim, mais louco é quem me diz e não é feliz. Eu sou feliz.


[Note to self: mais uma pra contar pros netos. primeiro lugar! i can't believe it!]
[Note to the world: e a medalha vai para...Obrigada pai, mãe, amigos, irmã. Obrigada avô, padrinho e tio. Obrigada! Obrigada! Obrigada!]

terça-feira, março 14, 2006

(...is this the place that I've been dreaming of?)

Oh, simple thing, where have you gone?
I'm getting old and I need something to rely on.
So tell me when you're gonna let me in,
I'm getting tired and I need somewhere to begin.

De repente você acorda e quatro anos se passaram. Você percebe que tem o mundo aos seus pés e que às vezes a areia parece meio movediça. São tantas coisas capazes de te engolir, tantos desafios, tantas incertezas. Mas junto a ti estão seus companheiros, seus amigos. Aqueles que te olham nos olhos e não aceitam o "fácil". Aqueles que acreditam piamente que você é capaz de fazer melhor.

Então você faz. Melhor e melhor, sempre. Pra não deixar seus amigos na mão. Pra provar ao mundo que você pode. Pra sentir-se, enfim, bem consigo mesmo. E ai você chega no "amanhã". No dia de colocar a beca, de agradecer a família, de abraçar os amigos e de, só dessa vez - você se promete -, deixar escorrer uma ou duas lágrimas. Porque pode não ter sido fácil, mas foi muito divertido. E as pessoas que você conheceu no caminho são parte de tudo que você é agora.

So if you have a minute why don't we go,
Talk about it somewhere only we know?

E se a gente olhar pra trás, pra'quela menina que entrou na faculdade no terceiro dia de aula, com medo do mundo, de coração partido, achando que a única pessoa com quem se identificava havia ficado pra trás...ah! se a gente olhasse pra trás! Ficaríamos todos orgulhosos.

Eu, pelo menos, estou.

Aos amigos, aos pais, aos "irmãos" - nem sempre de sangue, mas de coração - obrigada.
Sem vocês eu não seria metade da palhaça que sou hoje. Não teria metade da coragem que tenho hoje de me expor ao mundo. Porque o que importa não é a opinião do mundo, mas sim o sorriso de quem amo.

(...e pensar que o post nasceu porque eu tava cansada de ler o antigo. hahaha. só eu mesma pra escrever tanta "abóbra" sem ter vontade).

segunda-feira, março 06, 2006

(...i'm free to be whatever i choose)

And I'll sing the blues if I want!


Oasis chegando. Echo & The Bunnymen também. Depois do U2, não queria perder mais nenhum show de banda que gosto. Mas pelo visto esses dois vão passar direto!

Formatura e baile são bons motivos pra adiar Oásis e Eco e os Homens Coelho, certo?

Formatura e baile. Parecia tudo tão longe quando eu tinha 8 anos. O fim da "escola" nunca parecia chegar. Agora tá aí, é semana que vem.

Nunca achei que fosse celebrar tanto a compra de um vestido. Eu, a Srta.-Tênis-Calça-Jeans-e-Babylooks. Eu, a Srta.-Odeio-Essas-Coisinhas-De-Menina-Porque-Tenho-Mais-O-Que-Fazer.

Ha! Mas o vestido é lindo...

É, a formatura. E o baile. Os shows e as bandas.
Não verei Oasis dessa vez. Só a Banda Mocha (Mouche, Mousse?).
Mas pretendo ver Supergrass mês que vem!

E que venha o canudo. E que venham as festas!
Manhê! Paiê! Essa é pra vocês!

sexta-feira, março 03, 2006

(...a comédia, a vida e a privada)

Ou a comédia da vida privada.

A vida é mesmo cômica. E eu sou mesmo uma palhaça.

Gostaria de saber o que há de tão especial em mim - ou o que falta - pra atrair tanta atenção? Tem gente que me ama sem me conhecer. Tem gente que me detesta só de me ver. Com aqueles que me odeiam, não me preocupo muito. Azar o deles, não o meu. Já aqueles que me amam sem ter convivido comigo, acho meio fútil. Meio vazio. Mas tenho dó deles...

O que me irrita é o fato de que pareço atrair justamente o tipo de pessoa errada. Aquele povo que só quer me ferrar, que só sabe sentir inveja. Gente que põe olho gordo, que reza pra vida dar errado, que tenta me apunhalar pelas costas só porque não se conforma com o fato de que existem pessoas felizes no mundo. Existem pessoas que são simplesmente o que são e nem por isso deixam de ser queridas.

Eu sei que você vai ler isso aqui. Sai da minha vida. Não te quero nem como amigo.
O que eu não sei é se você vai ler este post. Não deve sobrar tempo já que você gasta tanto confabulando contra mim.

Fonte de referências e cultura inútil, meu cérebro nunca deixou esquecer uma frase que um dia ouvi por ai: cada vez que você aponta um dedo pra alguém, três estão apontando de volta pra você. Então sai de cima do seu rabo, olha bem para os teus defeitos e depois venha me criticar.

Se nenhum dos dois - ou três - com quem estou indignada hoje consegue fazer isso, então me ignorem! Parem de me perturbar! Leave me alone! Eu não preciso de mais amigos. Eu não preciso de gente que inveje minha vida. Eu não preciso de gente falsa ao meu lado.

Go away.

quarta-feira, março 01, 2006

(...os braços, os amassos e o carnaval)

Então não me conte seus problemas
Hoje eu quero paz, eu quero amor.


Nunca fui muito paciente - ou muito fã - a ponto de acompanhar os desfiles das escolas de samba. Nunca tive uma favorita. Nunca gostei de dança, nem na época em que fazia balé ou jazz. Então, o carnaval pra mim nunca ofereceu muitos atrativos, a menos que você considere pelo lado do feriado prolongado.

Quatro dias de festa, rindo, morrendo de rir. Quatro dias em que quase perdi os braços, de tantos puxões que levava. Quatro dias vendo os amassos na rua. Quatro dias de sol, de praia, de protetor solar fator 30 e longas caminhadas pelo calçadão.

E o Carnaval terminou assim: cheio de festa, de folia, de novas resoluções.

Dizem que o ano em nosso país só começa depois do carnaval. E a minha vida começa agora.
Chega de pensar em carnavais passados. Amor de carnaval não sobrevive ao cotidiano.