quarta-feira, março 26, 2008

(...i don't love anyone)

If there's one thing that I learned when I was a child
It's to take a hiding


Olha, Coração, é absolutamente rídiculo dizer que está com saudades. É um absurdo, depois do escarcéu que aprontou. Ele não liga pra você. Talvez tu nem gostes dele.

- Mas, mas, mas...é que...
- Chega, né? Chega de ser ingênuo, de ser otário. Chega de acreditar nas ilusões que você mesmo cria. Sou eu, o Cérebro, o responsável pelas idéias. Quem foi que deixou você pensar em amar? Volta pro seu cantinho, se esconde atrás das costelas. Porque você, Coração, não presta mesmo é pra nada (a não ser pra nos fazer sofrer. e isso, eu não posso permitir).




"Frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar."
(caio f.)

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