quarta-feira, agosto 18, 2010

(...3h26, still awake)

Não pense que o castigo é só meu.
Estou, sim, esgotando minhas cotas de Madre Teresa, mas de nada adianta ficar me perguntando: por que eu?

O castigo também é dela.
Ela, que sempre foi independente. Que podia ir e vir quando bem entendesse.
Ou quando seu intestino mandasse.

Ela? Agora depende dos outros.

É passageiro, eu sei.
Logo, logo ela deve ficar ainda mais forte. Ainda melhor.

Ou assim eu espero.
Porque não existe dose de paciência e santidade suficiente pra controlar a minha vontade de gritar quando me acordam no meio da noite.

Eu nunca fui uma pessoa fácil pra acordar mesmo, né?
Demoro uma hora só pra me conscientizar que PRECISO sair da cama.

Talvez essa seja a minha lição.

(...3 am. wake up)

Não consigo mais dormir. Por mais que eu queira, por mais que eu tente, por mais que meus clientes e reuniões implorem. Eu não consigo mais desligar.

Porque não importa se eu só fui dormir há 1h atrás, não faz a menor diferença se eu vou conhecer o Papa amanhã, não vai mudar se eu tiver uma entrevista de emprego, nada disso vai impedí-la de chamar meu nome no meio da madrugada pra dizer que quer ir ao banheiro.

Por conseqüência, eu não consigo mais dormir.
E se ela me chamar e eu não acordar?

Virei mãe e tenho um bebê novo em casa.
Ele chora a madrugada inteira.

A diferença é que eu não tenho 6 meses de licença maternidade.
E ela já tem uma vida inteira de teimosia.

#queroferiasemny, logo.

domingo, agosto 01, 2010

(...envelhecer é difícil)

Ao me deparar com a fratura de femur da minha avó, meu primeiro pensamento foi: espero que ela volte logo pra casa.

Mas, o que eu achava que ia facilitar as coisas, na verdade as complicou.
Em casa não há enfermeira, visita do médico e nem remédio 24h. As refeições, higiene e necessidades básicas, além do transporte para as consultas, ficam por sua conta.

É como ter, novamente, um neném em casa.
E a missão é ensinar tudo de volta, só que agora para uma cabeça dura, com suas próprias ideias formadas.

Amo minha avó, mas Deus me livre envelhecer.

domingo, julho 25, 2010

(...da série: a incrível incapacidade de consolar as pessoas superada pelo dom de ajudá-las)

Eu sou confiável. Você pode sempre contar comigo.
Seja para te socorrer no elevador enguiçado, seja para largar tudo e ir comprar gasolina pro seu carro parado, seja para ir buscar o automóvel que você deixou no centro porque passou mal.

Eu sou confiável, responsável e, na maior parte do tempo, racional.
É por isso que você pode me deixar dormindo no hospital na véspera da cirurgia. É por isso que você pode me pedir favores. E é por isso que eu sou legal.

Embora essa não seja uma qualidade que se busque nas pessoas, eu sou confiável.
E você pode sempre contar comigo.

PS. While i was writing this post, the doctor came in and said that the cirurgy was rescheduled. Sooo, it will be a few more nights 'til we can sleep in peace. Goodnight.

domingo, julho 11, 2010

(...fica a dica)

Se eu não puder fazer nada para mudar o mundo, deixa eu espalhar apenas uma coisa.
Existe, em algum lugar da internet, um site chamado GrooveShark.

De todas as pessoas a quem indiquei o site, não existe uma que não tenha se maravilhado com ele.
O GrooveShark é, sim, a segunda maravilha do mundo da internet.

(A primeira é o Google)


Então, #ficaadica:
http://listen.grooveshark.com/

(...da série: a incrível incapacidade de consolar pessoas)

Suponho que dizer a coisa certa, na hora certa, seja um dom. Ou um milagre.
Sempre me pego pensando o que dizer quando me abordam com assuntos do tipo: "terminei o namoro", "ele me ama e eu não (o amo ou me amo)", "meu pai/avô/tio/sobrinho/significant other está doente".

Ora, pois, me parece muito fácil.
Basta repetir os clichês, não?

"O tempo vai passar e vai parar de doer". O que, na verdade, é a mesma coisa que afirmar "tudo vai ficar bem, tudo vai dar certo, você vai ver".

A questão é que eu não tenho essa certeza. Ninguém tem. E repetir chavões me parece muito pior do que ficar calada.

Acho que eu vi House demais na vida.

domingo, junho 06, 2010

(...diálogos internos)

Tenho uma imagem distorcida de mim mesma. Mais parece um dos quadros do Picasso.
E, embora seja arte, não podemos, exatamente, dizer que é bonito.

A minha percepção e as suas palavras só adicionam mais pinceladas à pintura.

But I fear
I have nothing to give
I have so much to lose

domingo, março 21, 2010

(...radiohead thoughts)

Ao proclamar "Francamente, minha querida, eu não dou a mínima" estaria Rhett Butler falando mesmo a verdade? Teria o seu apego acabado? Ou estaria Mr. Butler apenas cansado de nadar contra a maré?

Frankly, my dear, eu daria tudo para não dar a mínima.
Mas a bem da verdade, eu dou. E eu fico extremamente irritada e chateada quando eu percebo que o meu lugar não é aqui. Sabe por que? Porque isso me obriga a procurar novos lugares.

A procurar novas pessoas. E sabe Deus o que eu vou encontrar, né?
A bem da verdade, eu sempre soube que eu nunca pertenceria a lugar algum. E foi assim que eu aprendi a me adaptar. Evolução, sabe? Lei da sobrevivência.

Por mais que eu proclame que não preciso de ninguém, que eu vivo muito bem sozinha, que todo mundo é SIM uma ilha, de vez em quando eu sinto falta do arquipélago. Sinto falta de gente como eu.

Mas se eu quiser outra de mim, vou ter que me clonar.
Tá de boa, eu nem gosto tanto assim de mim mesma.

Eu só queria, por um dia, achar algum lugar parecido com o que eu vejo.
Mas isso tá parecendo cada vez mais difícil. Hora de trocar de óculos. Ou de trocar de lugar.

Whatevah.

domingo, março 07, 2010

(...hush, little baby, don't you cry)

tem um neném que chora, toda noite, de madrugada. com seus pequenos pulmões, exprime toda suaa frustração com o mundo. às vezes ele demora a parar. às vezes não. tudo depende do colo e das palavrinhas mágicas sussuradas ao seu ouvido.

queria eu poder gritar do alto da minha torre. queria eu ter um ombro no qual chorar, pelo menos na semana da tpm.

onde estão as minhas palavrinhas fofas? onde estão minhas canções de ninar?

(...tinha um sonho ir pra nova iorque)

sonhei que iria para nova iorque e acordei, no meio da noite, desesperada por não ter passaporte ou visto. pensando ser mais esperta, imaginei que conseguiria entrar só com identidade.

com dor no peito e muita angústia, levantei de supetão. desliguei a tv, fechei os olhos e prometi nunca mais ser pega de calças curtas. isso vale para o visto. e para toda a vida.

terça-feira, fevereiro 09, 2010

(...de todas as músicas, essa é a que sobrou)

Para Mouse,
Obrigada por tudo.
Cat.


Mesmo que Mude
Bidê ou Balde

Ela vai mudar,
Vai gostar de coisas que ele nunca imaginou

Vai ficar feliz de ver que ele também mudou
Pelo jeito não descarta uma nova paixão
Mas espera que ele ligue a qualquer hora

Para conversar
E perguntar se é tarde pra ligar
Dizer que pensou nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que

É sempre amor, mesmo que acabe
Com ela aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou<

Ele vai mudar,
Escolher um jeito novo de dizer "alô"
Vai ter medo de que um dia ela vá mudar
Que aprenda a esquecer sua velha paixão
Mas evita ir até o telefone

Para conversar
Pois é muito tarde pra ligar
Tem pensado nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que

É sempre amor, mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou

Para conversar
Nunca é muito tarde pra ligar
Ele pensa nela
Ela tem saudade
Mesmo sem ter esquecido que

É sempre amor, mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou

segunda-feira, dezembro 28, 2009

(...não me mande mais scraps, nem email powerpoint)

escolhi a profissão errada. deveria mesmo ter insistido na psicologia. maluca eu já sou. autocrítica também. dá pra numerar o tanto de neuroses das quais tenho conhecimento e não trato.

mas o que me intriga mesmo é o comportamento humano. a ânsia em amar e ser amado. essa vontade louca de expor seus sentimentos e de dizer ali, naquele campo de - sei lá - 600 caracteres?, o que alguém precisa ter para ser o seu Par Perfeito.

não é uma crítica ao serviço em si. é a regra do jogo pular de cabeça. mas talvez isso não seja pra mim. talvez eu, no alto da minha montanha, goste mesmo é de contemplar a vida lá embaixo. de analisar os perfis, comparar os detalhes, descobrir o que todas aquelas pessoas tem em comum.

a verdade é que eu acredito muito mais na busca do google - e vivo pra isso - do que na procura de um par na internet.

me chame de antiquada. ou de preconceituosa.
pra mim esse povo que se nega ao contato na vida real é tudo maluco.
exatamente como eu.

(e todo mundo sabe que dois bicudos não se bicam)

quinta-feira, dezembro 24, 2009

(...ho ho ho)

Gostaria MESMO de desejar um Feliz Natal à todos, mas no momento tá passando propaganda política. Depois de 5 minutos de blá blá blá em plena véspera de Natal teremos aquela notícia vergonhosa da "exportação" do Sean Goldman.

Sim, exportação. Não me interessa saber quem é o certo ou quem é o errado no caso. O governo brasileiro exportou o pobre garoto como faz com qualquer mercadoria. Foi um acordo de "cavalheiros". Te mando uma criança e você me manda dinheiro.

Ótimo, não?

Gosto mesmo é da imagem que fazem do Brasil lá fora. É escândalo político, é barbárie no futebol e agora podemos incluir na lista venda de crianças.

Mas vamos que vamos.
2010 é ano de Copa, de Carnaval, de Eleição.
Uhu!

Feliz Natal.

sexta-feira, dezembro 11, 2009

(...noite de gala com preguicinha boa)

motivos para comprar esmaltes novos:

- curiosidade pra saber que cor vai ficar.
- indicação das amigas.
- sensação de ter descoberto uma cor nova.
- os nomes! ah, os nomes! "Hoje vou sair com o Atração Fatal".
- são bem mais fáceis de passar.
- e pra retirar, ah que alegria! é só puxar aquela pontinha solta e ele sai inteirinho.

adoro esmalte novo.
simplesmente adoro.

segunda-feira, novembro 09, 2009

(... Libertas Quæ Sera Tamen)

Todo mundo passa por uma fase de desilusão com os pais. E ela geralmente acontece aos 16 anos.
É nessa época que você confronta suas ideias, cria sua personalidade e jura que vai ser bem diferente deles quando crescer.

Na adolescência, tinha plena consciência de que era igualzinha aos meus pais, de que eles não eram lá tão heróicos e que, mesmo assim, tudo ficaria bem. Com o passar do tempo as coisas mudaram de foco.

Aos 25 me deparo com uma crise de identidade, de rebeldia, de inquietação. De onde eu vim? Para onde eu vou? Quem é aquela garota idiota que tentava ser a filha perfeita? Por que eu ainda ouço a voz dela gritando toda vez que faço algo inconsequente? E por que essa necessidade absurda de provar que meus pais estavam errados? De que casamento é mesmo uma merda? De que os homens só servem para se perder umas duas horas? De que filhos são chatos e dependem de você?

Por que, oh céus, ir contra tudo que a garota de 16 anos acreditava?

Simples. Cheguei à adolescência e me rebelei contra mim mesma.


Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos pais...