quarta-feira, agosto 18, 2010

(...3h26, still awake)

Não pense que o castigo é só meu.
Estou, sim, esgotando minhas cotas de Madre Teresa, mas de nada adianta ficar me perguntando: por que eu?

O castigo também é dela.
Ela, que sempre foi independente. Que podia ir e vir quando bem entendesse.
Ou quando seu intestino mandasse.

Ela? Agora depende dos outros.

É passageiro, eu sei.
Logo, logo ela deve ficar ainda mais forte. Ainda melhor.

Ou assim eu espero.
Porque não existe dose de paciência e santidade suficiente pra controlar a minha vontade de gritar quando me acordam no meio da noite.

Eu nunca fui uma pessoa fácil pra acordar mesmo, né?
Demoro uma hora só pra me conscientizar que PRECISO sair da cama.

Talvez essa seja a minha lição.

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