I think that I've said this before now.
É sempre um congestionamento atrás do outro. E cruzar a cidade parece um sacrifício diário.
Quando posso, tento fazer os horários mais improváveis possíveis. Quase meia-noite. Quase três da tarde. Quase fim da manhã.
O horário não importa realmente. Há sempre um congestionamento na cidade. E a minha paciência, que às vezes chega a ser de Jó, não se aplica ao trânsito. De vez em quando me assusto com uma freiada brusca, com uma quase colisão, com um buraco ou um toquinho no carro do amigo.
E de vez em quando o trânsito - e os carros - se mostram como realmente são: impassíveis.
E é só então que eu tomo consciência da vida e da dor. Quando vejo alguém estirado no chão, vítima de um atropelamento.
sexta-feira, junho 20, 2008
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