quarta-feira, abril 30, 2008
(...if you love something, set it free. if it returns, it's yours)
Estou terrivelmente enganada quanto a minha visão de vida. Da minha vida. Eu não sou uma ilha. Tampouco insubstituível. Mas eu me basto. Se houvessem mais de mim, me mataria. Não, eu nunca me mataria. Não sou essencial. Muito menos invisível. Nunca serei o Pequeno Príncipe. Aliás, acho que cresci demais nas últimas décadas. Mas ainda acredito que sou eternamente responsável por aquilo que cativo. Embora tenha aprendido que não posso manter nada em cativeiro. As plantas morrem. As pessoas também. Me esqueço de alimentar os animais. Falta adubo pros relacionamentos. E eu sou um desastre pra me fazer ser entendida. Tava lá, na minha missão de vida, que eu deveria aprender a me expressar melhor. Talvez seja por isso que tantos desafios neste sentido apareçam. E esses pensamentos malucos continuam voando pela minha cabeça. Eu nem queria ser produtora. Nem estagiária. Muito menos estava pronta pra começar a namorar. Entende? Mas de repente todos os pés na bunda me fizeram pensar em algo muito maior. Me fizeram encarar, de novo, o que eu quero pro meu futuro. E, pra ser bem sincera, continuo não fazendo a menor idéia. Lógico, posso arranjar um emprego. Mas será que isso vai se tornar a minha profissão? Posso arranjar companhia. Mas isso vai virar família? Acho que nunca vou estar pronta pro futuro. Tem tanta gente 'mais', né? E tanta gente menos. "Você devia agradecer ao invés de reclamar". Eu não quero agradecer. Não quero ver o lado bom. Eu nem mesmo quero saber que bom existe! Porque dói. Dói não ser essencial. Dói ser invisível. Dói não ser o Pequeno Príncipe. E eu, que tinha um futuro tão promissor, fiquei presa nas promessas de que dias melhores virão. Enquanto isso, tenho dias de bosta. Mais ou menos como esse.
