terça-feira, maio 31, 2005

(...i can't hardly speak i understand)

To think I might not see those eyes
Makes it so hard not to cry


Mania. Karma. Horóscopo. Lógica.
Mania de gostar de quem não gosta da gente. Karma de ver quem se gosta partir. Atração, ainda que inconsciente, pelos mesmos signos. Logicamente, nada disso faz sentido.
Logicamente - foi o que você disse - é a melhor opção.

Melhor opção para quem, eu me pergunto? Pra você que vai em busca de novas aventuras, novos horizontes?
Certamente não para mim, que fico com a saudade, as lembranças, a vontade.
Certamente não para mim, que fico estagnada no mesmo lugar, sentindo mais uma vez a dor de ser deixada para trás.

And as we say our long goodbyes
I nearly do

Como um cachorrinho deixado em dia de mudança, me pergunto por quê destas coisas acontecerem. Por que comigo? Por que de novo? Por que tenho que aceitar, quando na maioria das vezes queria estar gritando: fica!? Por que tenho que pensar racionalmente, levar em conta o que é melhor para você, quando o melhor pra mim é você aqui?

Como você disse, às vezes acho que deveria ser mais egoísta comigo mesma. É, você também sente. Já passou por isso. Sabe do que eu estou falando. Me faz um favor então? Não some da minha vida tão cedo.



*Post dedicado à todos aqueles que fazem parte do círculo vicioso chamado vida, mais especificamente da minha.



:: I get along singing my song: Jet - Look What You've Done ::

(DISCLAIMER: Leave a message after the bip.)

sexta-feira, maio 27, 2005

(...protect me from what I want)

Alone at the end of the race
We catch the last bus home

Sexta-Feira, 27 de maio de 2005.


Dias #02, #03, #04 e #05 foram "normais". Normalmente chatos. Normalmente cansativos. Entediantes.
Odeio pegar ônibus e esta é uma das verdades da vida. Se ao menos tivesse nascido homem pra poder ficar feliz em encoxar as meninas...

And now we're all alone
Protect me from what I want

E agora, solitária na Assessoria de Comunicação, é que finalmente tenho tempo pra comentar sobre os dias que passaram. Ah! O sossego de se trabalhar sozinha...
Se não fosse tão triste, seria legal. É uma pena que os móveis não respondam, senão estaria conversando com eles...




:: I get along singing my song: The Killers - On Top ::

[DISCLAIMER: G.O. 2. H.E.L.L.]

segunda-feira, maio 23, 2005

(oh sit down, sit down next to me. sit down...in sympathy)

If I hadn’t seen such riches
I could live with being poor

Segunda-feira, 23 de maio de 2005.

Dia #01.

Enquanto contemplava a vida pela janela do transporte coletivo, notei um ser estranho a me observar. Estávamos parados no semáforo e o ser estava lá, do lado de fora, a contemplar as pessoas dentro do ônibus. Nos encaramos por um tempo, acho que pra ver quem desistiria primeiro. O sinal abriu e - de comum acordo - desviamos o olhar. Era só um quero-quero, que contemplava a manhã fria e ensolarada de mais um começo de semana em Curitiba.

Não posso dizer que o dia #01 tenha começado ruim. O ônibus estava relativamente vazio, cheguei no horário - meu horário, é claro -, meu discman não falhou, eu estava - milagrosamente, para uma segunda-feira - de bom humor...

Não, meu primeiro dia de aventuras coletivas não foi de todo mau. Só preciso lembrar de não comer antes de sair de casa e de levar sempre um cheirinho, pra disfarçar o odor de perfume barato e o cheiro de álcool que alguns seres exalam desde cedo.

Fatos engraçados:

Tirando a encarada do Quero-quero, teve também uma besta parada ao lado do ônibus em outro semáforo. Dentro da besta haviam caixas de produtos da Avon. O mais engraçado, no entanto, eram as guias de coleira de cachorro que vinham junto.
Fiquei pensando na promoção que o cara deve fazer: "Homens, uni-vos! Comprem Avon pras suas caras, mas não esqueçam de levar a coleirinha...".


Ok, nem teve tanta graça. Mas eu ri.


:: I get along singing my song: Oh Sit Down - James ::

domingo, maio 22, 2005

(...we don't have time for that)

O que você quer ser quando crescer?

No meio do percurso entre infância e adolescência, as respostas que achava certas mudaram. A menina que sonhava em ser bióloga decidiu seguir uma carreira mais...capitalista, por assim dizer. Não que ela tenha perdido os sonhos de criança, ela ainda quer mudar o mundo. Só não tenho certeza se ela ainda acredita que pode fazê-lo.

No meio do caminho entre adolescência e maturidade, a garota se perdeu. Perdeu a ilusão do príncipe encantado, deixou pra trás os sonhos de constituir família, teve seu coração partido numa das únicas vezes em que se permitiu usá-lo. Não que a garota não sinta, ela só não demonstra. Difícil ser vulnerável quando o mundo valoriza e exige que você seja forte.

No fim das contas, a garota virou mulher. Deixou de acreditar nos homens, passou a esconder-se em seu mundo próprio e a enxergar as coisas por lentes coloridas. Vestiu sua roupa de indiferença, passou a se importar com coisas mais sólidas, menos fúteis. Decidiu que conquistaria o mundo assim: sendo meio menina, meio moleca, mas nunca - nunca mesmo - garota-objeto. A mulher dentro dela não se permitiria isso.


Have heart my dear
We're bound to be afraid

Então, um dia ela acordou e se permitiu sentir de novo. Enfrentou parte de seus medos e tentou ser a melhor pessoa que poderia. E descobriu que precisaria de ajuda pra isso. E que nem todos os homens eram como ela pensava. Alguns prestavam. Alguns pensavam como ela.

E a menina que acreditava em contos de fada ficou feliz.


:: I get along singing my song: Snow Patrol - Run ::

[DISCLAIMER: Run belongs to Snow Patrol. This post belongs to me. I belong to...no one exactly. No money made here.]

sexta-feira, maio 20, 2005

(...i own my insecurities. i try to own my destiny)

Am I faithful?
Am I strong?
Am I good enough to belong?
In your reverie, a perfect girl?
Your vision of romance is cruel
And all along I played the fool
All your expectations bury me.

...

I have to take myself away from you
'cause I can't compete, I can't deny there's nothing that I didn't try...
How did I go so wrong in loving you?
(Sarah Mclachlan - Perfect Girl)


Em momentos como esse, Sarah consegue dizer o que nem um milhão de palavras minhas conseguiriam exprimir.

[Brain enters the room...
Heart leaves the building...]

quarta-feira, maio 18, 2005

(...if i could be who you wanted all the time)

It wears me out

Pensei várias vezes no que escrever aqui nos últimos dias. Tanta coisa aconteceu, tanta coisa pra ser dita. No entanto, nada demais pra ser expresso em palavras. Nenhum fato importante. Não, eu não ganhei na loteria - e nem sei como ganharia, já que não aposto -, muito menos fui convidada à participar do Jogo do Milhão. Nope, não achei meu emprego dos sonhos e nem meu Troller apareceu milagrosamente na garagem de casa.

Eu não mudei. Não me mudei, não me mudaram. As pessoas ao meu redor continuam as mesmas. Opiniões se formam todos os dias. Fatos acontecem e ganham destaque. Outros são esquecidos com o tempo. Ontem foi terça, amanhã será quinta. No meio de tudo, grandes expectativas.

Se eu pudesse ser tudo que você desejou todo o tempo, isso te faria mais feliz? Me faria mais infeliz? Me tornaria numa pessoa submissa? Sem opiniões próprias?

E de que adiantam as MINHAS opiniões se estas parecem erradas pro mundo todo? De que me adianta considerar as nuances de cinza se a maioria das pessoas só enxerga em preto e branco? Pontos de vista diferentes sempre foram coisas que me atraíram...



[DISCLAIMER: Fake Plastic Trees belongs to Radiohead. No money made here]

sexta-feira, maio 06, 2005

(More than a) Whole lot of drug is what I need

Need a change of scenery
Need a new life

Às vezes até seus problemas viram rotina. Enquanto esta pode confortar - você sempre sabe o que esperar de um dia rotineiro - é totalmente revoltante quando nada de novo acontece. As histórias ainda são as mesmas, os problemas também.
Já vi esse cenário antes. Já peguei o mesmo ônibus milhares de vezes, já vi alguns dos rostos, conversei com algumas pessoas. Já me escondi do mundo com meu discman no máximo volume no ouvido. Já banquei a maluca, a doidinha que ouve música alto e mexe os pés e as mãos, tentando acompanhar o ritmo.
Sim, dessa vez foi James, mas poderia ter sido Linkin Park, Coldplay, The Killers ou mesmo Legião Urbana. A companhia do dia não importa. O que realmente importa é ter sempre pilhas novas - tanto para o discman quanto para a própria vida.

:: I get along singin' my song: Something - James ::

DISCLAIMER: All songs and bands' names used aren't mine. No copyright infringement intended. No money made here.

quinta-feira, maio 05, 2005

(...eu sou tão diferente de você.)

De frente pro espelho eu parei...

Unhum. Blog reflexivo. Espaço para todas as vozes interiores conversarem. Não que elas já não façam isso diariamente, mas é sempre bom manter um log. Quem sabe um dia minhas personalidades múltiplas se separem e resolvam processar umas as outras.

Se concordo, fico raso. Tão raso...

Verdade verdadeira que eu não tenho a mínima idéia de como preencher esse post. Mas é claro que eu vou falando e falando - ou melhor, digitando e digitando - até cansar.
Blogs são tão...ecati. Quer dizer, alguns são xuxus. Mas é difícil fazer de um blog um xuxu. Talvez uma beterraba (?!?!?!).

Apesar de toda contradição interna, fica aqui esse post. E não, eu não vou deixar pra postar amanhã, quando tiver algo mais interessante pra falar, porque hoje é um dia legal. Hoje é 05 do 05 do 05. Sim, dia cinco do mês de maio do ano de 2005.

Agora cansei...

:: I get along singin' my song: Poléxia - Polímeros ::
(talvez fosse melhor não cantar. dizem que eu canto mal pra caramba. um desafino só!)

DISCLAIMER: As músicas citadas nos posts não pertencem à mim. Os direitos autorais de tais pérolas pertencem à seus autores, gravadoras, etc e tal. O uso delas neste blog é meramente "ilustrativo", não pretendendo gerar lucros para a dona do blog.