domingo, abril 29, 2007

(...this is the story of your red right ankle)

And how it came to meet your leg
And how the muscle, bone, and sinews tangled
And how the skin was softly shed
And how it whispered “Oh, adhere to me
For we are bound by symmetry
And whatever differences our lives have been
We together make a limb.”

Sonhei que me matava. E, ao acabar com a minha vida, destruía a dela. Quase como gêmeas siamesas, nosso elo era tão forte que ficava difícil uma existir sem a outra. Quando percebi que ela também morreria, procurei por todas as formas possíveis pra continuar a viver.

Acordei pensando em espelhos. No que eu sou e nas pessoas que me influenciaram a ser assim. Repensei todo o meu papel na vida dela e no quanto ela é parecida comigo. No quanto eu sou parecida com eles. No quanto todos nós somos iguais - e em todas as nossas diferenças.

Pensei em nossa co-dependência.
E isso, estranhamente, não me fez sentir sufocada.

sexta-feira, abril 27, 2007

(...porque sim não é resposta)

- Vamos sair?
- Não, vamos ficar em casa.
- Mas a gente só faz isso, sempre.
- E precisa mais?
- Quero fazer algo diferente.
- Tipo o que?
- Ir ao parque, ao cinema, sei lá...
- Vamos ficar em casa, eu toco violão pra você.
- Estou cansada de te ouvir. Quero sair!
- Nahhhh, muito trabalho. Além do mais, já é costume. E ponto final.


E assim terminou o namoro. Porque ele era intransigente.
Não aceitava abrir mão de certas manias e não fazia as minhas vontades.
Não admitia que o resto do mundo também tinha querer.
Não aceitava outras opiniões. E ponto final.



[Note to Self: Vê como é fácil se livrar do que já não te satisfaz? Sim, eu sou intolerante. Mas só nesse ponto.]

quarta-feira, abril 25, 2007

(...tem coisas lá em casa que eu nem ligo mais)

Pra não ter que desligar.


Outro dia uma menina deu em cima de mim. E outra(s) queria(m) me bater. Parece que meu poder de atração (de problemas) está à todo vapor.

É uma pena só eu não me dar conta disso...


Hey, man
You disrespecting me
Take him out.
You gotta keep 'em separated.

Hey, man
You talkin' back to me
Take him out.
You gotta keep 'em separated.

Hey, come out and play.

domingo, abril 22, 2007

(...don't blame your daughter)

That's just sentimental.


Pessoas são fuziladas. Um cachorro é atropelado. Um senhor de idade cai na rua.

O que eles têm em comum?

Todas essas coisas me fazem sentir uma imensa dor no peito. Uma tristeza imensurável. Sem contar a sensação de impotência e a apatia que se segue.

Empatia.

(...what am I, if I can't be yours?)

Acontece mais ou menos assim: o inconseqüente do seu ex-namorado não leva em conta o ambiente e decide esfregar outra na sua cara. Na frente dos seus amigos. Você aceita, às vezes chora. Pede pra morrer e jura que vai matar - ele e ela.

Ai o tempo passa e na primeira oportunidade que tem, você decide que, se ele jogou a cautela pelos ares, você pode muito bem fazer o mesmo. E então é a sua vez de esfregar outro na cara dele.

Na versão romântica - e mexicana - da história, os dois se magoam, se machucam, passam a novela inteira brigando. E só no final descobrem que foram feitos um pro outro e vivem felizes pra sempre.

Mas na realidade, todas essas coisas só adicionam sofrimento e más lembranças à relação. E parece pura infantilidade - de ambas as partes.

O que fazer, então, em um caso desses? Vocês terminaram! Ele terminou, você terminou. Tanto faz. Por que um não pode seguir em frente sem o outro?

Parece simples, não é? Então ensina pra elas como faz. Ensina pra todo mundo que um dia levou um pé na bunda como seguir em frente sem ressentimentos. Vamos lá, você consegue.

quinta-feira, abril 12, 2007

(...stupidity tries)

Buscamos a vida perfeita. Mas detestamos quando atingimos a perfeição.
Se o emprego perfeito e o relacionamento ideal surgem ao mesmo tempo então...é o fim do mundo.

Parece que a gente sempre procura algo de que reclamar. Nem que seja por pura diversão. É ai que vem a sabotagem. Destruímos o relacionamento dos sonhos, duvidamos da própria capacidade. Cometemos erros e mais erros e acabamos com tudo que parecia ideal.

Já aconteceu com você?
Comigo já.

Confesso que joguei pela janela a carreira que parecia tão certa. Embarquei em relacionamento atrás de relacionamento sempre com um pé atrás: pronta pra pular, pronta pra fugir. As dúvidas são sempre as mesmas. E ainda assim elas me deixam paralizada.

E se eu não corresponder às expectativas? Se eu for uma péssima redatora, uma péssima namorada, uma péssima marketeira? E se eu não souber o que fazer com tudo isso?

Eu me saboto, eu sei. Fico aterrorizada só de pensar. Mas é que o medo é tão grande que a única coisa que te resta fazer é...merda. Destruir tudo. Mandar tudo às favas. E recomeçar de novo na eterna busca pela perfeição...


[btw. mais um filme pra adicionar na lista daqueles que me fazem pensar na vida: The Last Kiss]

quarta-feira, abril 11, 2007

(...mãe, eu to no google!)

Depois de 10 anos perdidos na internet, finalmente acharam uma forma de não me perder.

Mãe, eu to no Google.
Me procura lá!

quarta-feira, março 28, 2007

(...forgive me, father, for i have sinned)

Nunca fui uma pessoa muito séria. Mas sempre tentei respeitar a opinião dos outros. O problema é que, muitas vezes, é praticamente impossível pra mim não transformar as coisas em piada. Principalmente quando são assuntos "tabu", com os quais não sei lidar direito. Dai a minha imensa vergonha em ir até a igreja. A cada duas frases que o pobre Padre pronuncia, surgem dez ou mais piadinhas sarcásticas ou inapropriadas.

Juro que tento me controlar. Mas meu cérebro é mais forte do que eu.

Agora, tem situações que são a própria piada. Não tem nem o que dizer...
Vejamos alguns casos:

Para mulher feia arrumar namorado

A mulher feia sofre por causa disso. Porém, as forças ocultas poderão ajudar uma mulher feia a conseguir namorado bem apessoado, até causando inveja nas amigas. Deve, para isso, proceder assim: pegar uma palma de espada de São Jorge, cortá-la em três pedaços e colocá-la para ferver por três horas. Deixe a água esfriar e lave o rosto com essa água, sempre solicitando que São Jorge transforme-a de "dragão" em princesa bela e desejada.


Simpatia para você ficar atraente.

Rale em uma bacia algumas flores de dama da noite e tome um banho*.

*Sendo que a parte mais importante aqui é tomar um banho. Ninguém gosta de pessoas feias *e* catinguentas.



[Note to self: Eu sei. Eu sei. Por brincar com coisas assim vou arder no mármore do inferno, passar 20 anos sem namorado e morrer solteira. Mas Deus, se Você estiver ai, eu realmente poderia fazer uso daquele tal "namorado bem apessoado, de causar inveja nas amigas". He-he!]

sexta-feira, março 16, 2007

(...songs to learn and sing)

Que brasileiro tem uma mania quase doentia de se expor não é nenhuma novidade. Veja o sucesso do Orkut e de sites miguxos como flogao, flick, fotolog, blogger, etc.

Só pelo tipo dos comentários, pelo nível das fotos ou até mesmo pelas comunidades - no caso do Orkut - já dá pra ter uma pré-idéia de como é o sujeito. Mas e se você tivesse acesso aos seus gostos musicais?

Pois é, minha gente. É pra isso que existe o Last.fm. Mais um programinha da moda, o Last cria um profile seu e lista todas as músicas que você ouviu no computador. Mas espere, não é só isso! O Last também relaciona pessoas que tenham mais ou menos o mesmo gosto musical e "mede" o grau de compatibilidade com seus amigos.

No Last também existem comunidades, mas ao contrário do Orkut, lá não existe limite de caracteres. E é exatamente por isso que eu me encontro na comunidade People with no social lives that listen to more music than is healthy who are slightly scared of spiders and can never seem to find a pen .




PS. Eles já sabem o meu nome. Os meus gostos. Sabem com o que eu trabalho e têm até acesso a alguns dos meus projetos mais recentes. Só falta saber meu cpf, rg, telefone e endereço. Mas acho que pra um profile básico já tá muito bom! E se duvidar tem todas essas informações no meu email. Meu Deus, o Google sabe de toda a minha vida! (não que o last.fm seja do google, mas é claro que há a probabilidade de se tornar...)

terça-feira, fevereiro 27, 2007

(...eu era criança, hoje é você, e no amanhã, nós)

Por alguns segundos o tempo volta atrás. E um turbilhão de emoções me invade. É engraçado o que você consegue se lembrar as 4h da manhã.

Eu lembro de novembro. De quando ele ainda não tinha nascido. Das horas de insônia dela e da minha consequente falta de dormir. Lembro das vigilias. Do assaltante na janela. Mas, acima de tudo, quando estas noites de susto acontecem, eu me lembro dos meus oito anos.

Era um livro fino, e nada surpreendente. A história de um garoto (ou garota, disso eu não consigo me lembrar) que tinha medo do escuro. Deitado em sua cama, sozinho no seu quarto, ele ficava a ouvir os barulhos ao seu redor. E o seu pavor ia aumentando. Então, um dia, sua mãe o ensina a diferenciar os sons. A prestar atenção. E tudo volta ao normal.

Pra ele, é claro. A história de "Barulhinhos do Silêncio" marcou a minha vida. E a lembrança desse livro esteve comigo em todas as noites em que acordei por causa de um barulho estranho. Ao contrário do garoto, meu medo sempre me manteve acordada por algum tempo depois do susto. Eu até consigo diferenciar os sons, e saber suas origens, mas mesmo assim reluto em dormir - só pra ter certeza de que tudo vai ficar bem.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

(...o que você faz quando ninguém te vê?)

O que você queria fazer
Se ninguém pudesse te ver?

A vida é feita de escolhas.
Você escolhe o que comer, quando dormir, o que vestir, pra onde ir. Escolhe a cor do esmalte, a marca do batom, que perfume comprar e com quem sair.

Mas, acima de tudo na vida, você sempre escolhe um lado.
E todo mundo espera que seja o certo.

Se às vezes as coisas dão errado, é porque enquanto estava em cima do muro você não usou toda a sua capacidade para analisar a situação. E por isso escolheu o pior lugar.

Mas a vida te dá dicas. E assim você vai se guiando.
Algumas pessoas escolhem por ignorá-las.
Ignoram o pai, a mãe, as pessoas que mais as amam. Ignoram o bom senso, a inteligência, a racionalidade.

Algumas pessoas não sabem jogar.
E não importa que dicas a vida - ou o Bial - dê, elas simplesmente não vão mudar de opinião.

A vida é feita de escolhas.
Mas também de consequências.
E todo lado tem seus prós e contras.


May God be with you.

terça-feira, janeiro 23, 2007

(...toque, toque dj)

Ando de caso com um alemão. O que não é nenhuma novidade, já que sempre tive uma queda pelos loirinhos. Mas este alemão é diferente. Me faz esquecer da vida, me faz esquecer de tudo.

E foi por causa dele que levei um susto ao (re)descobrir o conteúdo do meu hd de 2002. No meio de tanta coisa que eu já não me lembro - ou que eu fiz questão de esquecer - tinha tanta porcaria que eu julgava importante na época.

Memórias, memórias, memórias.
Começo a soar como uma velhinha de 23 anos...


Hora de dormir.
Boa noite Alzheimer.

terça-feira, janeiro 09, 2007

(...yellow lights mean slow down, not speed up)

Nunca na vida um capricorniano desejou tanto voltar a infância.
Nunca. Na vida toda.

Pena que o tempo faça questão de lembrar que não existe going back.


E que venha o dia 18.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

(...where can you run to escape from yourself?)

Aperto no peito. Sim, eu estou com medo.

O que acontece agora?
O que acontece agora?
O que?

Agora?

I dare you to move.

I dare you to lift yourself up off the floor.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

(...time is on the way)

tenho dois relógios parados. não tenho mais a blusa roxa. perdi o pingente rosa. e não sei onde foi parar minha identidade.

agora eu não tenho rg. e nem opinião.